Os fãs da indústria do entretenimento vivem um momento histórico graças aos serviços de streaming. Produtos como Spotify e Netflix facilitam e barateiam o acesso a conteúdo de qualidade, mas eles apenas abriram as portas para o potencial do setor, que em um dos seus próximos passos deve se render à segmentação.

Um bom exemplo é o Afrostream, um serviço de streaming com foco em filmes protagonizados por atores negros. Ele é tocado por uma startup francesa que assinou acordo com os principais estúdios de Hollywood, além de distribuidores independentes americanos, africanos e britânicos.

Muitas das produções presentes no Afrostream já constam em serviços como Netflix, mas haverá também uma grande quantidade de material que não se encontra com facilidade – principalmente os de origem africana.

“Mesmo quando você procura no Popcorn Time ou em sites de BitTorrent, [percebe que] falta conteúdo afro-americano”, disse o CEO da empresa, Tonjé Bakang, em entrevista aoTechCrunch. “E quando você encontra um filme, não há legendas”, completou.afrostream-video-capture1

Em setembro, quando o Afrostream for lançado, ele será disponibilizado primeiro na França, Bélgica, Suíça, Senegal e Costa do Marfim, mas Bakang diz que há acordos fechados para levar a novidade a “muitos outros” países africanos – aliás, como o português é o terceiro idioma mais falado no continente, dá para pensar na possibilidade de a novidade chegar ao Brasil; já tem até filme daqui na plataforma:

A mensalidade custará apenas € 7 e pelo menos 2 mil pessoas já assinaram o serviço mesmo com tantos meses de antecedência, garantindo um bom caixa para a startup em questão de semanas. A Afrostream também fechou acordo com uma locadora virtual, a MyTF1 VOD, para disponibilizar parte do catálogo enquanto não estreia. Em apenas cinco meses, seu canal no serviço já foi responsável pela locação de 200 mil filmes.

Publicado originalmente em: Olhar Digital/ Fotos: Divulgação

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