Clarice Lispector foi dona de uma personalidade mais que forte, uma personalidade que ainda não tem nome. Ao mesmo tempo em que falava das profundezas de sua alma, tentava evitar declarações sobre sua vida íntima.

Com um humor icônico e irônico, tecia com acidez comentários, contos, crônicas, detalhes sobre o mundo e sobre o espantoso mistério que era para si mesma.

Dentre tantos escritos, há aquelas frases e falas que se popularizaram por sua força, astúcia e sagacidade, e há aquelas que nunca foram ditas por ela. Como essa lista que traz as Cinco frases viralizadas de Lispector que nunca foram ditas por Clarice:

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5 – Alguém consegue imaginar Lispector no auge de se mau humor dominical dizer: se alguém não viu, foi porque não me sentiu com o coração?? Clarice poderia soltar um palavrão, ou faria uma autoanálise a respeito da falta de empatia das pessoas para com ela… Mas nunca diria essa frase!4

4 – Sobre essa frase só uma coisa a dizer: Lispector não se importa com você, querida…

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3 – Essa frase foi alterada, mas a original é de Fabricio Carpinejar (autor que também tem muitas frases que “nunca disse”), que diz assim “não desejo encontrar alguém que me completo, é pouco, mas que me transborde, até o final cansar e ser só início”.

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2 – Clarice em conferência espiritual com Caio Fernando Abreu e Shakespeare produziram essa obra prima… O texto em questão é atribuído a esses três autores pela internet a fora, mas não foi escrito ou dito por nenhum deles.

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1 – A “the best of Lispector” com certeza é essa, que aliás é citada por Anna Maria Knobel em “Moreno em Ato”(2004), mas que na verdade é uma adaptação de um trecho do livro “Uma aprendizagem ou O Livro dos Prazeres” de 1980, de Clarice.

O texto original diz: “E era bom. Não entender era tão vasto que ultrapassava qualquer entender – entender era sempre limitado. Mas não entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não entender como um espírito. O bom era ter inteligência e não entender. Era uma benção como a de ter loucura sem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez”.

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