Após as declarações de delação premiada do lobista Júlio Camargo, da Toyo Setal, de que o presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria sido responsável pela cobrança de 10 milhões de dólares de propina referente a dois contratos, assinados pela Petrobrás, Cunha se revoltou com o PT, e preparou na noite de ontem, (16) seu rompimento com o partido dos trabalhadores.

Cunha  vem escapando de escândalos aqui e acolá há algum tempo. E vem conseguindo ampliar seu raio de atuação como na disputa do marco civil da Internet, financiamento de campanhas e a sua última empreitada a vexatória votação pela redução da maioridade penal.

A movimentação por parte dos aliados e opositores de Cunha já começou. Pela internet Cunha sofre várias críticas, o que não é de hoje, pois vai contra os direitos da infância, LGBTs e direitos humanos. Certamente o presidente vai ter a generosidade de parte da mídia na cobertura do seu caso, principalmente da Globo, cujas relações são antigas…

Cunha está encurralado e com seu poder ameaçado porque mesmo os deputados que podem ter sido favorecidos por ele, agora já devem estar apagando qualquer indicio de contato, pois sabem que neste momento se relacionar com o presidente da Câmara passa a ser uma ameaça.

“Aos poucos, alguns começarão a não só a se afastar dele como vão lhe sugerir que é hora de baixar as armas e sair do foco. Ou seja, tentar fazer uma presidência menos barulhenta ou mesmo se afastar dela enquanto as investigações acontecem. E para que com a sua presença de investigado não atrapalhe a ação de todos os seus colegas”, como sugere o jornalista Renato Rovani.

As campanhas contra o presidente nas redes sociais são várias, vai de #ForaCunha à #CunhaGolpista, passando por #CunhaNaCadeia, e claro, as hashtags com seu nome têm estado nos trending topics há um bom tempo.

No entanto hoje, em defesa do deputado, simpatizantes de Cunha, levantaram a campanha #JeSuisCunha, fazendo alusão à campanha #JeSuisCharlie, que manifestava apoio à revista Charlie Hebdo que sofreu atentado no 7 de janeiro de 2015 em Paris.

Obviamente que #JeSuisCunha virou piada nas redes sociais, pela ironia em apoiar o presidente  da Câmara que sofre um escândalo de corrupção, sendo ele, um dos maiores defensores e entusiastas de seus eleitores a exterminarem a corrupção no país.
Veja alguns tweets #JeSuisCunha:

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