Você já ouviu falar no “Tem Local?”(???) Não?

Então vamos lá, o Tem Local? é um projeto que tem como objetivo mapear a LGBTFobia no Brasil, criando um mapa colaborativo alimentado pela própria população que não encontra nos meios oficiais um acolhimento necessário para que seja feito um recolhimento real do preconceito contra LGBTs.

Usando a plataforma virtual, cada pessoa que sofrer algum tipo de discriminação, preconceito ou ofensa, pode assinalar o local pelo mapa do site, que ainda disponibiliza o cadastro de locais realmente amigáveis a LGBTs como um todo.

Conversamos com Marcus Lemos, programador do site, para sabermos como surgiu a ideia do mapeamento, como podemos ajudar e quais os planos para o projeto.

 N2 – Como surgiu a ideia de fazer o mapeamento da LGBTfobia por meio de um site?

Marcus – A ideia surgiu numa reunião da recém organizada frente Beijo na Praça e durante o debate foi levantada uma possível necessidade de se criar um repositório de locais seguros ou não seguros para LGBTs. Foi então que o programador do site, Marcus Lemos, sugeriu que fosse criado um site para tal fim. Após a reunião, Thiago Bassi, gestor do projeto, se reuniu com Antonio Kvalo, designer, e juntos decidiram criar um site para facilitar o acesso e a visibilidade dos relatos, pois hoje em dia, a maioria das pessoas relata suas denuncias em redes sociais como o Facebook, que depois de algumas semanas são esquecidas e em sua maioria não são contabilizadas.

N2 – Como as estatísticas geradas pelo mapeamento serão utilizadas?

Marcus – A ideia é que esses dados sejam disponibilizados para que qualquer pessoa ou coletivo tenha acesso, e um dos nossos desejos é que esses dados sejam utilizados pela própria sociedade civil para pressionar o governo, além de criar mobilizações e tornar todos os locais seguros para a população LGBT que é sempre marginalizada e excluída dos locais públicos por preconceito, sem excluir nenhuma outra letra da sigla, isso é muito importante!

N2 – Como será esse processo de cadastro do mapeamento? E quem poderá participar?

Marcus – O cadastro já está disponível no site (www.temlocal.com.br), basta a pessoa clicar no botão “Denuncie” e preencher o formulário dizendo aonde ocorreu a agressão, descrever em detalhes e dizer poucos detalhes sobre a vítima. Claro que permitimos que a pessoa não seja identificada pela página, podendo permanecer anônima para que seu nome não seja exibido.

Qualquer pessoa pode fazer uma denuncia, pois aceitamos tanto relato de uma vitima, quanto alguém que tenha presenciado uma agressão contra uma pessoa LGBT.

N2 – Como funciona a parceria com o Benfeitoria, e como está sendo realizada a colaboração financeira?

Marcus – O Benfeitoria é a plataforma que escolhemos para realizarmos nossa campanha de colaboração coletiva. Já estamos a aproximadamente dois meses com a campanha no ar arrecadando fundos para que a gente tenha uma autonomia maior de poder desenvolver o site com todas as nossas ideias e não precisar nos associar a uma iniciativa pública ou privada.

Nós estabelecemos três metas: Na primeira, prometemos manter o site no ar por tempo indeterminado, sem propagandas e reforçando toda segurança dos relatos cadastrados. Na segunda meta, prometemos construir um app gratuito para IOS e Android e materiais gráficos de cunho educativo e na terceira meta a gente quer lançar um canal de vídeos e montar uma rede de apoio a diversos coletivos LGBTs.

N2 – Como fazer para contribuir?

Marcus – Basta acessar o link: http://benfeitoria.com/temlocal, para contribuir e ainda conhecer mais detalhes sobre o projeto. Dependendo do valor doado, a pessoa ainda pode ganhar brindes exclusivos como adesivos, bottons, imãs e até bandeiras do orgulho de sua identidade!

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