A 14ª edição da Parada LGBT já é amanhã (sábado, 25) e o Governo do Estado vai reforçar a segurança  com 150 policiais militares, além de disponibilizar o atendimento dos serviços da unidade móvel da Delegacia Especializada de Crimes Homofóbicos, Espaço LGBT e Ambulatório para Travestis e Transexuais. A concentração será no Sesc Cabo Branco, às 16h, de onde a parada sai em direção ao Busto de Tamandaré, em Tambaú. A expectativa da organização é levar cerca de 30 mil pessoas à rua.

Entre as principais atrações desse ano estão Paula Bencini, Jaina Elne, Banda Brasis, DJ John Kennedy, DJ Kylt e DJ Mermaid. O evento é organizado pelo Movimento Espírito Lilás (MEL), Grupo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais Maria Quitéria (GMMQ), Movimento de Bissexuais (MOVBI) Associação de Travestis e Transexuais da Paraíba (ASTRAPA) e tem apoio da Secretarias da Mulher e Diversidade Humana, Saúde e Segurança Pública.

A Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana disponibilizará uma tenda do Centro de Referência – Espaço LGBT, onde profissionais distribuirão preservativos e panfletos orientando sobre a importância da prevenção contra as DSTs, além de divulgar informações sobre o enfrentamento da homofobia e como procurar ajuda.

A secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, disse que o Governo vem investindo nas políticas públicas essenciais, como o Ambulatório de Atendimento de Travestis e Transexuais, o Espaço LGBT e a realização de campanhas.

Já o delegado Marcelo Falcone, da Delegacia Especializada de Crimes Homofóbicos, disse que a unidade móvel fará reforço no atendimento. “Vamos receber as denúncias, dar apoio e encaminhar casos para delegacia. A Parada LGBT é um momento para chamar a sociedade para causa da LGBT, na luta contra homofobia” , disse

Para Renan Palmeira, presidente do Movimento do Espírito Lilás (MEL) e um dos organizadores do evento, o principal objetivo da ação é fazer um alerta à sociedade em relação ao respeito às diferenças.  “Queremos levar mensagens de respeito, tolerância e cidadania à população”, disse.

“Estamos chamando a população para somar forças  contra o discurso de ódio que produziu, só no ano passado, mais de 300 assassinatos da população LGBT no Brasil”, afirmou Renan. De acordo com o Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais no Brasil relativos a 2014, produzido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), foram documentados 326 mortes de gays, bissexuais, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo 9 suicídios. Um assassinato a cada 27 horas, num aumento de 4,1% em relação ao ano anterior (313). “Esse número deve ser bem maior uma vez que nem todos os casos de assassinatos desse grupo social são notificados”, disse Renan.

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