Na última quarta-feira (15) a edição do ESPY, premiação anual que homenageia os melhores atletas e os momentos do ano no esporte, foi realizado em Los Angeles (EUA), teve um dos discursos mais emocionantes de sua história.

Caitlyn Jenner, de 65 anos, ex-atleta olímpica que assumiu sua transexualidade em abril deste ano, subiu ao palco do evento para receber o prêmio Arthur Ashe Award por sua coragem, e fez um discurso inspirador e de extrema importância para a luta contra a violência e à favor da igualdade entre os gêneros.

“Pessoas trans merecem algo vital. Elas merecem o seu respeito”, disse. “E a partir dessa relação podemos criar uma comunidade mais compassiva, uma sociedade com mais empatia e um mundo melhor para todos nós”, concluiu.

Caitlyn admitiu que, até o início deste ano, nunca tinha conhecido outra pessoa transgênero e falou sobre adolescentes trans que são maltratadas, espancadas, assassinadas e se emocionou ao pedir o fim do preconceito contra os transexuais.

“Neste exato momento, há jovens transgênero por aí. E precisamos lidar com isso de uma forma correta. Elas sofrem bulliyng, são assassinadas e cometem suicídio”, acrescentou, chamando a atenção aos altos níveis de violência que a comunidade transgênero lida ainda hoje em todo o mundo.

E continua:

“Se você quiser me dar apelidos, fazer piadas, duvidar das minhas intenções, vá em frente. Porque a realidade é: eu posso aguentar isso. Mas as milhares de crianças lá fora, tentando chegar a um acordo com o mundo sobre quem eles realmente são, não deveriam ter que aguentar. Isso é sobre algo muito simples: aceitar as pessoas como elas são”, disse.

Mas foi na hora em que agradeceu ao apoio de sua família que Caitlyn não conseguiu segurar as lágrimas. “Com isso, eu nunca quis machucar ninguém. E agradeço à minha família. Sempre quis ser um exemplo de força para os meus filhos e acho que consegui”.

Ao final, ela foi aplaudida de pé pelas maiores estrelas do mundo esportivo.

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