O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu neste sábado (25) no Quênia direitos iguais aos homossexuais e comparou com os direitos dos afroamericanos em seu país e com a homofobia nos EUA.

Obama foi questionado sobre os direitos aos homossexuais durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente do país, Uhuru Kenyatta. Políticos quenianos tinham advertido Obama a não trazer o tema sobre direitos aos homossexuais durante sua visita ao país, mas ele afirmou também que é errado que os cidadãos cumpridores da lei tratem de forma diferente quem eles amam por causa de uma lei. No Quênia, e em muitos países da África, é ilegal ser homossexual e pode levar a 14 anos de prisão.

O presidente dos EUA disse que ele tem sido consistente em pressionar o problema quando ele se encontra com líderes africanos e que ele é “dolorosamente consciente” do que acontece quando um governo trata algumas pessoas de forma diferente.

Em resposta, o presidente do Quênia disse que esta não é uma questão para o seu país “e que o direito dos homossexuais não é o problema mais importante aos quenianos”. O vice-presidente queniano, William Ruto, disse em maio que “não há espaço” para gays no Quênia.

Obama, elogiou a África como uma das regiões de mais rápido crescimento do mundo e anunciou mais de US$ 1 bilhão em compromissos, de empresas governamentais e privadas, para promover o empreendedorismo global. O financiamento virá de bancos, fundações filantrópicas e do governo dos EUA.

E disse que a metade de US$ 1 bilhão será usado para apoiar os empreendedores jovens e mulheres. O presidente dos EUA citou suas próprias raízes familiares no Quênia ao afirmar que jovens africanos “podem desbloquear soluções para os desafios globais que enfrentamos”. “Obviamente, isso é muito pessoal para mim. Há uma razão pelo meu nome ser Barack Hussein Obama. Meu pai veio daqui”, disse Obama. “Eu quis vir até aqui porque a África está em movimento”, acrescentou.

Kenyatta apresentou Obama como “um grande amigo deste continente”. “Este país não tem a pretensão de ser perfeito. Mas, sem dúvida, podemos afirmar que houve progresso”, disse Kenyatta. Obama deve se reunir novamente com Kenyatta na tarde deste sábado, quando os dois irão realizar uma coletiva de imprensa conjunta antes de ir a um jantar formal do Estado. E domingo, o presidente americano fará um discurso esperado para refletir sobre seus vínculos pessoais com o Quênia. Em seguida, ele segue para uma viagem de dois dias na Etiópia.

Fonte: Brasil Post/ Reuters/ Foto: Reuters/Thomas Mukoya

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