Cuba vive momento histórico em relação ao turismo, e tem atraído o público gay, contando com a primeira agência de viagens online especializada em passeios turísticos voltados para a comunidade LGBT.

Os pioneiros neste negócio são os responsáveis de “Mi Cayito Cuba”, um site intermediário entre a “iniciativa privada cubana gayfriendly e os clientes no resto do mundo”, segundo o diretor, Alain Castillo, cubano residente em Madri.

“A ilha tem um grande potencial como espaço de convivência. Estamos abertos a todos, acreditamos em um espaço livre e tolerante onde o respeito é valorizado”, assegura este jovem empreendedor de 35 anos que quer “colaborar  na visibilidade e na melhora da comunidade LGBT” em seu país.

Cuba vem apresentando avanços quanto aos direitos civis da comunidade LGBT. Mi Cayito é o nome da provável única praia gay da ilha, que fica na costa leste de Havana, por isso que Castillo pensou que seria uma boa ideia denominar assim sua empresa, que funciona desde agosto de 2014 com um escritório virtual na capital espanhola e representantes em Havana.gay-cuba-havana

Com folhetos publicitários com o slogan “É tempo de férias. É tempo de Cuba. O novo paraíso gay”, espalhados pelas redes sociais, os usuários de “Mi Cayito Cuba” têm escolhidos como destinos Havana, Viñales, um paraíso verde situado na ocidental província de Pinar del Río, e a praia de Varadero.

O site só está disponível em espanhol, no entanto Castillo afirma que foi utilizado por clientes da Alemanha, Estados Unidos, Rússia, assim como da Espanha e da América Latina, que podem escolher entre excursões como “Havana Gay” ou um serviço de guias personalizados que chega a custar até 120 euros (cerca de R$ 400 reais).

Os visitantes ainda têm acesso são as listas de alojamentos em várias cidades da ilha e veículos para os trajetos, administrados por pessoas com as quais o turista “pode se sentir perfeitamente compreendido em sua orientação sexual”.

“Oferecemos qualidade, seriedade, discrição e liberdade. Se algumas destas características não forem cumpridas, é porque não foi ofertada por nós”, aponta o empresário cubano que insiste no termo “heterofriendly” para qualificar sua gestão frente à iniciativa, que não é exclusiva para o coletivo LGBT.

Mais de 2 milhões de turistas estrangeiros chegaram a Cuba neste ano, número atingido 39 dias antes do que em 2014 e que demonstra o quão atrativo é o destino caribenho, sobretudo para visitantes do Canadá, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e Argentina.

“As mudanças em Cuba se traduziram em um incentivo e aumentaram a demanda”, garantiu Alain Castillo, que anunciou que a ilha está sendo preparada para uma possível chegada em massa de norte-americanos, incentivados pelo degelo nas relações da ilha e EUA, que em 20 de julho retomaram vínculos diplomáticos após mais de 50 anos de inimizade.

“Em breve haverá uma oferta especial para este mercado”, anunciou Castillo, que deve traduzir seu site não só para o inglês, mas também para francês, alemão, russo e chinês.

Fonte: G1

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