Programado para ser um evento intramuros com movimentos sociais, nesta quinta-feira (13) para servir de contraponto à manifestação programada para o próximo domingo (16), que pede a saída da presidente do cargo, o encontro com as entidades acabou provocando uma série de saias justas à presidente.

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Alan Sampaio/ IG Brasilia

As lideranças aproveitaram para passar dois recados dentro do Palácio do Planalto. O primeiro é que apoiam a permanência de Dilma no poder. Outro recado foi diretamente à presidente: de que ela precisa dar a chamada “guinada à esquerda” e começar a discutir a pauta dos movimentos sociais. Entre as reinvindicações está o fim do ajuste fiscal imposto pelo governo no primeiro semestre.

“O mercado nunca dará sustentação ao seu governo, quem está aqui sustenta o seu governo”, lembrou Vagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O encontro também explicitou a insatisfação dos movimentos sociais com o recente alinhamento de Dilma ao do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o objetivo de se contrapor à oposição declarada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Renan propôs a chamada “Agenda Brasil”, um documento com uma série de propostas a serem votadas com o apoio do Planalto. “A pauta do Brasil não é a pauta do Renan presidente. Esta pauta é dele e não interessa aos trabalhadores”, criticou o presidente da CUT. “A pauta dos trabalhadores precisa andar de forma mais consistente”, reclamou.

Um dos constrangimentos ocorreu em relação ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy e ao ajuste na economia imposto pelo governo. Em coro, os presentes à cerimônia gritaram: “Fora já, fora já daqui. Eduardo Cunha, junto com o Levy”

Alan Sampaio / iG Brasilia

Alan Sampaio / iG Brasilia

Dilma foi cobrada a dar respostas sobre as reivindicações dos movimentos. “Queremos voltar a dialogar com a agenda que venceu as eleições”, disse Alexandre Conceição, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Já o presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, cobrou que o povo não pague a conta da crise. “Não aceitamos que o povo pague a conta da crise, um ajuste fiscal que fira direitos trabalhistas e corte direitos sociais”, disse. “Que se ajuste com a taxação das grandes fortunas, taxação dos bancos e auditoria da dívida pública”, reclamou Boulos que também criticou a Agenda Brasil, proposta por Renan. “A saída do Brasil não e com Cunha e com o Renan. É com o povo”, disse Boulos.

Publicado originalmente: IG

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