O judeu ultra-ortodoxo Yishai Schlissel que atacou e feriu seis pessoas com uma faca e matou uma delas, a jovem Shira Banki, de apenas 16 anos, na Parada do Orgulho Gay de Jerusalém, há duas semanas, passará por avaliação psiquiátrica.

O assassino diz que não aceita a legitimidade do tribunal e continuará em prisão preventiva. Quando atacou os manifestantes, ele havia saído da prisão poucos dias antes após ficar preso por dez anos por ter feito o mesmo: atacado LGBT e simpatizantes na mesma parada gay em 2005.

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Desde Novembro de 2006, o casamento gay é reconhecido em Israel. A união civil entre pessoas do mesmo sexo é reconhecida desde 1993, e um casal homossexual usufrui de quase todos os direitos de um matrimônio heterossexual. O exército israelense também aceita homossexuais (desde 1993). Aliás, ser homossexual não é empecilho para o serviço obrigatório no exército.

Em Israel, desde 1993, ocorrem todos os anos paradas do Orgulho LGBT em Tel Aviv, e também desde 2005 em Jerusalém e Eilat. A cidade de Haifa conta com paradas desde 2007. E em 2010, foi a vez de Beersheba organizar a sua primeira parada gay. Há, nas paradas israelenses, a participação cada vez maior não apenas de homossexuais, mas também de parte da comunidade mais ampla, assim como nas maiores cidades do Ocidente, dando sinais que os cidadãos de Israel apoiam os LGBTs e suas devidas integrações na sociedade.

Em 2002, pela primeira vez na história de Israel, representantes da associação LGBT foram convidados ao escritório do primeiro-ministro Ariel Sharon. Nesse dia ele firmou o seu apoio a políticas pró-gays. No dia 21 de dezembro de 2006, a ministra da educação de Israel, Yuli Tamir ordenou os reitores de escolas no país a integrar o temáticas LGBTs nos planos educativos e a conscientizar a existência de organizações de ajuda aos jovens gays e lésbicas.

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