Enquanto o fictício Magic Mike (Channing Tatum), febre mundial, começa a fazer strip-tease porque precisa de dinheiro, um estudo da Universidade de Colorado, em Denver, Estados Unidos, mostra que dançarinos seguem tirando a roupa porque isso aumenta sua autoconfiança.

Na contramão, muitas mulheres strippers que experimentam uma sensação de baixa autoestima quando se apresentam, mas continuam fazendo porque precisam de dinheiro.

A socióloga Maren Scull, que coordenou o estudo, passou quase dois anos entrevistando e observando homens strippers que dançam para mulheres em um clube de strip-tease americano para chegar às suas conclusões.

Dos homens entrevistados, poucos ganhavam mais do que US$ 100 por turno (cerca de R$ 340) —muito menos do que as dançarinas que trabalham no mesmo clube. No entanto os homens continuavam a fazer strip-tease porque isso os fazia se sentir desejados e com uma boa impressão de si mesmos.

“Inicialmente, as mulheres que dançam para os homens podem experimentar um aumento da autoestima, mas depois de um tempo elas sofrem com um baixo autoconceito. Minha pesquisa revela que os homens que dançam para mulheres geralmente experimentam sentimentos positivos de autoestima. Tanto é que os homens continuarão fazendo strip-tease mesmo quando não for mais financeiramente lucrativo”, conta Scull.

As dançarinas têm uma maior tendência em definir a objetificação como negativa, porque, como mulheres, vivenciam isso mais frequentemente do que os homens. “Como o strip-tease é uma ocupação estigmatizante, tem a capacidade de afetar negativamente as autodefinições de dançarinos exóticos”, acrescentou.

Em seu blog, o stripper Dion havia dito, antes da pesquisa ser divulgada, que é impossível calcular quanto os strippers ganham, como foi o caso de Scull, porque “a maioria do dinheiro vem por debaixo da mesa”, ou seja, os strippers não costumam revelar seu salário total.

“O strip-tease é um trabalho de vendas, baseado em performance e números. Alguns de nós somos melhores do que outros. Os que entendem de vendas, marketing e atendimento ao cliente têm uma óbvia vantagem”, Dion acrescentou.

“Dois strippers não trabalham a mesma quantidade de horas. Alguns dançarinos têm empregos fixos e apenas fazem strip-tease como um complemento, recusando muitas oportunidades que causam conflitos de agenda. Outros tiram a roupa como sua única fonte de renda, por isso aceitam qualquer bico.”

Scull sugere que homens e mulheres têm visões e experiências diferentes sobre o strip-tease, porque veem a objetificação de forma diferente, e destaca que sua pesquisa é baseada em informações coletadas em apenas um clube de strip-tease, por isso suas conclusões podem não se aplicar a todos os strippers.

Fonte: The Huffington Post UK

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