Uma nova pesquisa concluiu que os jovens britânicos com idades entre os 18 a 24 anos seriam mais “fluidos” quando se trata da sexualidade. Entendendo que a sexualidade existe em um espectro, em vez de ser algo que você pode colocar em uma caixa, ordenadamente e rotular, a fluidez sexual é algo com que os adolescentes estão acompanhando e descobrindo, principalmente com as crescentes declarações de artistas como Kristen Stewart e Cara Delevingne, que se recusam a colocar rótulos em sua sexualidade.

Miley Cyrus discute abertamente sua “fluidez”, e leva cada vez mais os jovens a rejeitarem os escaninhos com as definições e modos de instrução para cada sexualidade. O site britânico YouGov utilizou como instrumento de mensuração a escala Kinsey, inventada por Alfred Kinsey em 1940, que parte do pressuposto da análise das respostas dos entrevistados, onde estes classificam suas inclinações sexuais numa métrica que vai de 0 à 6.

Na pesquisa, o site pediu para 1.632 pessoas colorem na escala (Kinsey) seu ‘nível’ de sexualidade, que vai de 0 (exclusivamente heterossexual) à 6 (exclusivamente homossexual). Entre a população total, 72% dos adultos definiram-se como exclusivamente heterossexuais e 4% se classificaram como exclusivamente homossexuais, com 19% em algum lugar no espectro.

Mas quando se tratou de jovens entre 18 a 24 anos as coisas foram diferentes. Apenas 46% deles se classificaram como exclusivamente heterossexuais, isto não é porque as pessoas mais jovens são mais gays, mas sim porque estariam mais abertas às experiências sexuais, ainda pela pesquisa, apenas 6% se indicaram como exclusivamente homossexuais.

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Mas o que o YouGov concluiu é que os números não são medidas de bissexualidade ativa, mas colocando-se a partir do “nível 1” previu-se a possibilidade de sentimentos homossexuais e experiências. Mais do que tudo, indicam uma abordagem de mente cada vez mais aberta à sexualidade.

Em outro conjunto de perguntas os entrevistados poderiam conceber serem atraídos para fazer sexo, ou ter um relacionamento com alguém do mesmo sexo (se a pessoa certa veio na hora certa), sendo 35% propensos a partir do “nível 1” da escala.

Uma das possíveis razões para os dados da pesquisa seria a influencia de figuras LGBTs mais visíveis na cultura pop, onde os jovens se sentem confiantes para explorar sua sexualidade mais do que nas gerações anteriores. Seja qual for o motivo, isso mostra que o país está crescendo mais confortavelmente e tolerante com a sexualidade e as possibilidades que se desdobram a partir da descoberta.

Fonte: YouGov-Uk

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