Nesta segunda-feira (28), o Papa Francisco deu uma entrevista polêmica enquanto voltava para Roma, depois de uma viagem de 10 dias aos Estados Unidos e Cuba, dizendo que funcionários públicos têm o “direito humano” de se recusarem a realizar alguns trabalhos, como emitir licenças de casamento para homossexuais, caso isso viole sua consciência, se referindo ao caso da tabeliã norte-americana, Kim Davis, do Kentucky, que foi presa ao se recusar a emitir a licença matrimonial a um casal gay.

Em entrevista à CBS News, nesta terça-feria, Mat Staver, advogado de Kim, e fundador do Conselho da Liberdade, revelou que o papa se encontrou com a tabeliã do condado de Rowan Kim Davis e seu marido na embaixada do Vaticano em Washington na quinta-feira passada, durante sua visita ao país.

De acordo com o advogado, o Papa a procurou para lhe dar “palavras de encorajamento”, mas o porta-voz chefe do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que não iria confirmar ou negar o relato e que não havia mais comentários.

O relato do encontro aconteceu após Francisco amplamente evitar falar sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo durante sua visita histórica aos Estados Unidos, onde discursou para o Congresso, se encontrou com moradores de rua e pediu para o país receber imigrantes.

“Não queríamos que a visita do papa fosse ofuscada por Kim Davis”, afirma Staver. Sua equipe não quis revelar o encontro até o momento para evitar interferências com a mensagem do papa durante sua visita, mas segundo ele, o Papa a pediu para “ser forte”.

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