No último sábado, Niterói amanheceu com várias mensagens de intolerância racial, religiosa e sexual coladas em seus postes. Os cartazes, que fazem ameaças a muçulmanos, homossexuais e judeus, entre outros grupos, são assinados por uma organização que se denomina “Imperial Klans of America Brasil”.

A Praça Juscelino Kubitschek, no Caminho Niemeyer, foi um dos lugares alvos das ameaças que trazem ilustrações da Ku Klux Klan, a organização dos Estados Unidos conhecida pelo discurso de supremacia racial.

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“Comunista, gay, judeu, muçulmano, negro, antifa, traficante, pedófilo, anarquista. Estamos de olho em você”, diz um dos cartazes.

Os cartazes apareceram na praça na manhã de sábado. Não se sabe se foram colados na noite de sexta ou no próprio sábado. O local fica bem perto do Plaza Shopping e da estação das barcas. Pertence ao Caminho Niemeyer — explica advogado Rodrigo Mondego, da comissão de Direitos Humanos da OAB, que postou uma das imagens no Facebook.

Em outra mensagem, o grupo afirma que tem “operado nas sombras” e assina como “Soldados e Cavaleiros Invisíveis United Klans of America Brazil”:

“Vocês estão sendo colocados sobre observação e que qualquer ato de agressão em solo brasileiro serão atendidas com a agressão contra vocês. United Klans of America Brazil não vai comprar a esta retórica RACIAL que está sendo espalhados por todo o país que se destina apenas a dividir o povo. Nós vamos caçar qualquer um que desejo nosso país e seus cidadãos mal. Temos operado nas sombras mais do que vocês, então não subestime o que você não entende. Gostaríamos de sugerir que todos os irmãos brancos se unissem contra o inimigo comum. E que todos nós tomamos um juramento de defender(sic)”.

No carvanal de 2013, um grupo de neonazistas foi preso em Niterói, após agredir um nordestino próximo a estação das barcas. O local fica a poucos metros da Praça Juscelino Kubitschek. Em 2014, a sede do Grupo Diversidade Niterói (GDN), que milita em contra a homofobia, foi atacada. Na ocasião, suásticas foram pichadas na parede.

Para o ex-subsecretário de Direitos Difusos de Niterói, Renato Almada,  “não se pode atribuir todos os episódios ao mesmo grupo, mas com a internet, a gente percebe um crescimento nessas manifestações. Algumas pichações vem aparecendo, principalmente na Zona Norte. Isso demonstra um organização maior desse grupo, já como uma célula”.

O diretor do Centro Integrado de Segurança de Niterói, Agdan Miranda Fernandes, afirmou que os guardas foram orientados a retirar os cartazes, e a segurança foi reforçada no local onde as muretas e pilastras da praça foram tomadas pelos cartazes. A polícia tenta identificar os responsáveis por meio de imagens de câmeras de segurança. O caso foi registrado como crime de incitação ao preconceito e racismo, com pena que pode chegar até três anos de prisão.

Com informações de O Globo e R7

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