O anúncio de emprego publicado na página do estúdio Jack Tattoo está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho. Na publicação, o estúdio “procura” atendentes e recepcionistas sem filhos, o que caracteriza crime de descriminação, de acordo com a lei nº 9.029, de 1995, com pena prevista de um a dois anos de prisão e pagamento de multa.

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A tradutora Eveline Andrade, de 32 anos, é uma ex-cliente do estúdio e foi quem fez a denúncia. Ela questionou o dono da empresa na publicação e diz ter sofrido represálias por parte dele.

A mensagem dizia: “Realmente, desnecessário seu comentário. Contrato da maneira que me for cabível…Essa é uma contratação exclusiva para uma função onde não pode haver falta e filho, uma hora adoece. Não queira realmente tatuar comigo ou com qualquer um dos meus profissionais. Agradeço por nem passar na minha porta.”

A tradutora rebateu as argumentações, dizendo que existia uma lei para o assunto, mas ele não se redimiu, aumentando o teor do comentário, “Vá à m….Sabe p… nenhuma. Tudo vira discriminação no face”.

“Eu não sou mãe, mas e se fosse, como ia sustentar meu filho com empregadores achando que podem decidir a vida reprodutiva e sexual de uma mulher?”, questiona Eveline.

Para a advogada trabalhista Patricia Cristina de Castro Antonucci, que orientou Eveline, é importante as pessoas saberem que não é permitido discriminar ninguém na hora de contratar. “É um estúdio grande e bem conhecido. O que ele está dizendo com este anúncio? Homens também não são pais? As pessoas sem filhos também não adoecem? Que tipo de empregador ele apresenta com esse discurso?”, argumenta a advogada.

De acordo com o MTE, as informações da empresa já foram solicitadas e serão repassadas para a Receita Federal, e depois o caso será avaliado por um procurador que convocará os envolvidos para prestarem esclarecimentos.

Com informações do R7

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