De repente parece que a internet é onipresente, porque medimos o mundo com a nossa régua. Afinal, “todo mundo tem internet, gente”. Esse é um olhar eurocêntrico, que trazemos em nosso DNA, e que nos limita a o olhar apenas para o mais próximo do nosso lado.

De acordo com o relatório da Comissão de Banda Larga da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentado nesta segunda-feira (21), o crescimento no número de pessoas com acesso à internet está diminuindo, e mais da metade da população mundial ainda está fora da rede.

Nos países com as economias mais ricas, o acesso à internet já engloba quase toda a população, o que dificulta o crescimento, no entanto, 90% das pessoas nos 48 países mais pobres não têm nenhuma forma de conexão.

Segundo o relatório, no mundo todo, mais da metade da população, cerca de 57% ou mais de 4 bilhões de pessoas, ainda não usa a internet regularmente ou ativamente, e a taxa de crescimento ao acesso deverá ficar em 8,1% este ano. Uma queda em relação a 2014, quando foi de 8,6%.

Uma das causas apontadas é o custo de estender a infraestrutura de última geração para clientes rurais e remotos e uma forte desaceleração na aquisição de celulares em nível mundial.

A comissão, criada em 2010 pela União Internacional das Telecomunicações e a Unesco, acredita ser improvável que a marca de 4 bilhões de usuários de internet seja alcançada antes de 2020. Até o final do ano, 3,2 bilhões de pessoas terão alguma forma de acesso regular à internet, em contraposição aos 2,9 bilhões de 2014.

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