Uma recente pesquisa publicada na Scientific Reports, subsidiária da revista Nature, conseguiu mostrar que a maconha, que tem utilização proibida em tantos países, é 144 vezes menos letal que o álcool, que lidera o ranking, como a mais perigosa.

A maconha é a única droga considerada de baixo risco, seguida de longe (já na zona de alto risco) pela metanfetamina, o ecstasy, o tabaco, a cocaína, a heroína e o álcool, respectivamente. A taxa de mortalidade considera o número relativo de pessoas que morrem dentro do universo de usuários. Ou seja, 100 maconheiros mortos seriam algo como 1 milhão de pinguços à sete palmos. Caso isso não fosse considerado na pesquisa, apenas o álcool seria considerado de alto risco e sabemos que não é bem assim.

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Em reportagem, O Globo simulou como seria  se o álcool fosse descoberto nos dias atuais: “Se o álcool fosse descoberto hoje, possivelmente tabloides do mundo inteiro estampariam manchetes com a “nova droga mortal”, juntamente com depoimentos de testemunhas aterrorizadas por terem visto “viciados” cambaleando pelas ruas, caindo, chorando e na sarjeta”.

“Você pode morrer cinco minutos depois de ter sido altamente exposto ao álcool. Isso não acontece com a maconha”, explica Ruben Baler, cientista da saúde no Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA. “O impacto do uso da maconha é muito mais sutil”.

Embora a maconha afete o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial, uma pessoa não pode morrer fatalmente de overdose de maconha como pode com o álcool, que também tem em seu uso, maior propensão do que a maconha a interagir com outras drogas. Se você já estiver tomando outras drogas ou medicamentos e beber álcool, ele pode aumentar ou diminuir os níveis da droga ativa no organismo.

Em tempos de discussão sobre a descriminalização da maconha, vale a pena conferir o vídeo produzido pelo “Quebrando o Tabu” em parceria com o “UmDois”, onde em uma espécie de jogo, várias pessoas contam histórias eventuais, e o expectador tanta supor o que eles estavam usando.

Com informações de O Globo, e Hypescience

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