Segundo o Índice Global de Desigualdade de Gênero, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial nesta semana, o Brasil ocupa a penúltima posição entre os países quando o assunto é igualdade de salário entre homens e mulheres.

A pesquisa não leva em conta dados oficiais, mas a percepção das pessoas nas entrevistas, onde os entrevistados consideraram que a mulher no país ganha menos da metade do salário dos homens que atuam em trabalhos similares.

Esse item do Índice Global de Desigualdade de Gênero levou em conta dados de 134 países, onde o Brasil ficou na 133ª posição, ou seja, é o segundo pior, na frente apenas de Angola, contrapondo os três primeiros, Ruanda, Noruega e Zâmbia.

De acordo com o índice, a renda média anual das mulheres no Brasil também é bem menor que a dos homens. Para as mulheres, é estimada em US$ 12 mil por ano em média (cerca de R$ 44,9 mil); para os homens, em US$ 20,4 mil anuais (cerca de R$ 76,3 mil).

Mediando a empregos, os homens também tem maior participação no mercado, cerca de 85%, contra 65% para as mulheres. Além disso, os homens representam 63% dos funcionários públicos de alto escalão, diretores e legisladores, contra 37% de participação das mulheres.

Quanto aos cargos públicos, no ano passado, as mulheres ocupavam 26% dos Ministérios, caindo para 15% em 2015, segundo o Índice, o que coloca o país na 84ª posição nesse quesito. E no Congresso é ainda pior, ocupando a 123ª posição do ranking, com apenas 10% das cadeiras ocupadas por mulheres, segundo o Fórum

No resultado geral, Islândia está na primeira posição, seguida por Noruega e Finlândia. Síria, Paquistão e Iêmen estão nas últimas colocações. Segundo a análise, a igualdade entre os sexos no mundo só deve ocorrer em 2133.

Por outro lado, o Fórum Econômico Mundial ressalta a igualdade de gêneros na saúde e educação no Brasil. Entre as pessoas formadas em universidades, por exemplo, elas são maioria, com 61%. A entidade também afirma que, desde 2006, quando o índice foi criado, o país tem melhorado em todos os campos analisados, com maior destaque para o avanço no campo político.

Para elaborar o índice, o Fórum leva em conta 14 indicadores, das áreas de saúde, educação, economia e política. São usados dados de organizações internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde.

No quesito igualdade salarial para trabalhos similares, o ranking é elaborado com base em pesquisa nos países feita pelo próprio Fórum Econômico Mundial.

Com informação do UOL

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