Um grupo de pastores de Petrolina (PE) decidiu acionar o Ministério Público para que seja retirada uma escultura de Iemanjá, instalada nas águas do Rio São Francisco, a solicitação foi apresentada no dia 6 de novembro de 20015 e ontem (segunda-feira, 9), ao setor jurídico que determinará o procurador responsável pelo caso.

O pastor José Kenaidy, representante do grupo, diz que o leito do rio pertence a União e que o Estado é laico, por isso, nenhuma escultura de cunho religioso deveria ser colocada nas águas do rio, que segundo o pastor, não se trata de uma briga religiosa, mas sim de defesa aos direitos civis e à preservação do Velho Chico.

O vereador Zenildo do Alto do Cocar (PSB) chegou a apontar a estatua como “culpada” pela falta de chuvas na região, num episódio que repercutiu na grande mídia como uma verdadeira piada, vista que o maior cartão postal do país é a imagem do Cristo Redentor, sem contar os feriados religiosos, e no próprio nome do rio São Francisco.

 

Nego-D’água

Os pastores também querem a retirada da escultura do Nego D’água, com a mesma justificativa. “Estamos entrando com uma ação no MP para retirar a Iemanjá e o Nego d´água. Queremos deixar claro que não é uma questão de religião, é uma questão de de legalidade e direitos civis. O ambiente público é para todos. O artigo 20 da constituição diz que o rio é um bem da União, e como bem da União isso é inadmissível”, explicou o professor, teólogo e pastor Kenaidy.

No Brasil, há outros exemplos de locais ligados à União e que possuem cunho religioso em algum aspecto. O Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, por exemplo, carrega a denominação católica até mesmo no nome.

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