A primeira noite de shows do Festival Móbile trouxe muita energia e contemplação. E o local não poderia ter sido melhor escolhido, o Conventinho abarca uma alma de resistência, de pulsão, de vida, que tem tudo a ver com a proposta do festival.

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Banda Vieira abrindo a noite do Festival

A banda Vieira abriu os trabalhos com um show poético, embalando o público e contagiando com a energia necessária para a chegada de Hugo dos Santos, a segunda atração, vinda do Piauí, que trouxe uma mistura experimental e eletrônica com a banda paraibana, Rieg.

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A Troça Harmônica!

A  contemplação seguinte foi por conta da grandiosa apresentação da Troça Harmônica, que vêm se consolidando cada vez mais no cenário artístico do estado e alçando voos maiores e não é para menos, a sonoridade encontrada na banda é realmente primorosa e de uma qualidade musical que surpreende, desde as melodias harmonizas dos vocais, aos batuques e demais aparatos tão delicadamente colocados nos emaranhados das composições. É e foi incrível.

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O headline do Festival, o showman Johnny Hooker.

A atração mais aguardada do Festival veio em seguida, Johnny Hooker. O pernambucano reconhecido como revelação pelo Prêmio da Música Brasileira trouxe toda a exuberância do espetáculo de sua turnê de lançamento do disco de estreia “Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!”.

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Num show de enredo completo, com início, meio e fim, que conta a trajetória de um amor destrutivo, uma fossa monumental e narra como esse processo é superado. A apresentação é muito elaborada e a presença de Hooker é assustadoramente magnífica. Ele interpreta do começo ao fim e transborda as emoções desse personagem para todo o público que vai ao delírio quando o show termina e clama pela “volta” da história, então ele ressurge para um encerramento triunfal e pronto para lavar a alma em um desbunde geral.

O encerramento da noite foi com o show da gigante Cátia de França e Val Donato, numa explosão de sentimentos e musicalidade já conhecida e admirada por todo o público que aguardava ansioso pela apresentação dessas duas artistas genuinamente paraibanas que preservam e reinventam a cultural local.

As apresentações foram grandiosas e o Festival só tem a se consolidar no cenário artístico do estado, e promete mais para a segunda noite do evento, com as presenças de Valmer, Malaquias em Perigo, Paudedáemdoido, Cabruêra, Mombojó e Academia da Berlinda, a partir das 20h, no Conventinho. Mais informações pela página do festival: Festival Móbile.

SALVO

Vale a pena conferir e muito o trabalho do piauiense Hugo dos Santos, que traz uma narração complexa em sua música e transborda de musicalidade em cada conto cantado em suas misturas. E ressaltamos a competência artística de Hooker, que não deixou seus fãs saírem prejudicados com a falha da organização, que em nota, se desculpou pelo ocorrido, explicando as causas do transtorno, e garantindo a preocupação da produção para sempre trazer a melhor experiência e satisfação.

Fotos: Ricardo Puppe

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