O Uruguai vem chamando a atenção na conferência do clima em Paris (COP-21) pela mudança na sua matriz energética, que reduziram drasticamente as emissões de carbono. O país é pioneiro na América do Sul a descriminalizar o aborto, legalizar a maconha e aprovar o casamento homoafetivo, pode ser também o primeiro a chegar a autossuficiência em energia limpa, e redução de carbono.

De 94,5% da eletricidade do país e 55% da energia total consumida vêm de fontes renováveis – a média global de energia proveniente de fontes limpas é de 12%. “As delegações de Paris podem aprender muito com o sucesso uruguaio”, destacou o jornal inglês The Guardian.

Essa conquista vem dando visibilidade ao Uruguai em um momento em que o mundo tenta chegar a um acordo para a redução das emissões de carbono. O país que já  chegou a importar gás da Argentina agora é autossuficiente em energia, chegando a exportar uma parte da produção, garantindo ainda uma diminuição na conta de luz da população.

Elogiado pelo Banco Mundial, e pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, o Uruguai foi colocado entre as lideranças em energia verde pelo grupo WWF, que ponderou ao país a posição de “definir as tendencias mundiais em investimentos para energia renovável.

E a meta firmada pelo país no encontro é de reduzir em 88% as emissões de carbono até 2017, na comparação com a média entre 2009 a 2013. Em cinco anos, os investimentos para chegar ao cenário atual foram de US$ 7 bilhões (R$ 26,3 bilhões), ou 15% do PIB anual do país – isso é cinco vezes mais que a média da América Latina para investimentos em fontes renováveis de energia e três vezes mais que o mínimo recomendado por especialistas sobre mudança climática.

Com informações da Época Negócios.

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