Praticamente todo homossexual masculino já foi ridicularizado ao ser chamado de BICHA, foi nesse contexto, que ao longo dos anos vem sendo ressignificado, que o diretor de arte, Marlon Parente, teve a ideia de abordar o discurso do personagem que antes era o oprimido pela palavra, e agora passa a se apropriar da mesma e a reconduz, transformando-a em característica de luta.

“Com o aprendizado e a desconstrução, aprendemos que o termo por si só não tem poder. A palavra torna-se um insulto a partir do momento que você se deixa ser insultado. Quando esta é ressignificada, ela passa a ser sinônimo de orgulho e aceitação. E é isso que o “Bichas” é”, explica Marlon.

A iniciativa dos registros partiu da experiência pessoal do idealizador do projeto, que conta ter vivido rodeado de opressão e censura, em casa e na escola, “antes de me assumir, de fato, sempre fui orientado a me comportar feito homem, a escolher o azul, a andar com os meninos… e só depois de grande eu fui ver o qual ruim isso é!”.

“Após muito aprendizado e muita desconstrução, eu fui vendo que esse ódio gratuito era absurdo. […] E recentemente eu fui alvo de uma agressão. Um homofóbico chegou apontar a arma pra mim e para meus amigos porque estávamos andando na rua, abraçados, pelo simples motivo de sermos BICHAS”.

No documentário, os homens contam o que sentiam e sentem ao serem chamados e identificados como bicha, suas experiências, seus medos e seus processos de empoderamento. Em fase de finalização, o projeto ainda não tem data para estreia, mas já conta com uma fanpage no Facebook e um canal no youtube, onde são publicados inserções semanalmente. “Tem a bicha ex-militar, tem a bicha drag queen, tem a bicha afeminada, a preta, a gorda”, enfatiza sobre os colaboradores.

Veja um teaser do projeto:

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