Professores universitários de São Paulo resolveram que irão mudar de vida, no melhor estilo. Formando um grupo com o propósito de construir uma mini vila sustentável que privilegie a vida em comunidade eles pretendem viver do que produzem, de forma coletiva e ainda ensinar esse conhecimento sobre sustentabilidade com uma escola dentro da vila.

Batizada de Ecovila, 20 famílias compraram um terreno de 50 mil metros quadrados, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, longe da agitação das outras regiões da cidade. As casas devem começar a ser construídas em abril de 2016, e a ideia é utilizar energia renovável e erguer construções ecológicas.

Um dos idealizadores do projeto é o professor de Taubaté, Ademir Morelli que explica como a vila protegerá uma nascente que está no terreno e utilizará recursos naturais para captação da água da chuva para abastecer as residências. “O que promovemos é um padrão de consumo mais coerente com as condições do planeta. Uma ‘simplicidade voluntária’, uma vida com menos bens e valorização do ser. Com certeza é um desapego que nem todos estão preparados para viver”, completa o professor.

As casas devem ser construídas em esquema de mutirão, privilegiando primeiramente as famílias que ainda vivem de aluguel em São José e Taubaté. O primeiro grupo, com cerca de três famílias, deve mudar para o local no 2º semestre do próximo ano. Para erguer as estruturas, eles garantem que não vão fazer intervenções no relevo do terreno.

As casas deverão conter um sistema de captação de energia solar e um sistema de energia gerada pelo vento, e para gerar renda para o condomínio, eles pretendem ainda construir um hotel no local, com o mesmo conceito de sustentabilidade.

Convivência e Sustentabilidade

As áreas onde as famílias irão morar não serão demarcadas e as entradas serão feitas sem ordem, ou imposições, de forma que cada família aproveite melhor o espaço e disposição de cada projeto de residência, privilegiando as áreas de convivência comum de seus moradores, onde além de compartilhar os alimentos orgânicos cultivados, os vizinhos querem compartilhar serviços e até os bens materiais, como os carros.

O grande objetivo e motivação do grupo é viver a mudança social e política que ensinam nas salas de aula, promovendo um modelo de consumo mais simples, que valoriza ainda a convivência entre as pessoas. “Queremos uma mudança de padrões para influenciar as gerações futuras, pois o modelo de vida hoje está esgotado. A sociedade precisa repensar seu modelo de ocupação. Queremos que as experiências aqui sejam reproduzidas em outros lugares do Brasil e do mundo”, ressaltou o professor de arquitetura Flávio Mourão, que pretende morar na ecovila com a esposa.

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