Nesta quarta-feira (06), o presidente da Suprema Corte do Alabama, nos Estados Unidos, Roy Moore ordenou aos juízes do estado que não emitam mais licenças matrimoniais, as uniões conhecidas popularmente como casamento gay, ou casamento homoafetivo.

O juiz é conhecido por seus enfrentamentos com a autoridade federal, marcou assim sua oposição à legalização do matrimônio homossexual decidida pela Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos numa decisão histórica em 26 de junho de 2015 em uma decisão histórica.

Naquela época, o Tribunal decidiu que os 14 estados (de 50) que ainda se recusavam a unir duas pessoas do mesmo sexo, não só deveriam fazê-lo como também reconhecer os casamentos gays realizados em outros estados.

Na sua decisão de quatro páginas, ele citou uma lei estadual segundo a qual “o casamento é intrinsecamente uma relação apenas entre um homem e uma mulher”, referindo-se a uma alteração de uma lei de 1901 e uma lei de 1975.

Segundo Moore, a decisão federal de 2015 envolve “confusão e incerteza” entre os juízes de família do Alabama. Alguns se submetem a ela, outros não emitem licenças de casamento para casais gays e outros simplesmente pararam de emitir licenças, de acordo com a ordem do juiz, considerando que a permissão à união homoafetiva afetaria a administração da justiça no estado.

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