A 20ª Parada LGBT (Parada do Orgulho LGBT) paulista já tem data e tema definidos. Será no dia 29 de maio, e traz como tema a lei de identidade de gênero. A Associação da Parada do orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) afirma esperar que a proposta ajude a unir todos na luta contra a transfobia.

Após reuniões entre a entidade e demais movimentos LGBTs em setembro do ano passado, chegou-se ao consenso a escolha do tema. A Lei da Identidade de Gênero ou Lei João W. Nery (nome do primeiro transexual masculino declarado do País), que tramita na Câmara e é de autoria dos deputados Jean Wyllys (Psol-RJ) e Erika Kokay (PT-DF), vai estampar a parada, dando a merecida visibilidade política que travestis, mulheres transexuais, homens transexuais e trangêneros.

O tema já havia sido cogitado para a Parada LGBT de 2014, mas foi aprovado pela entidade a luta contra a homolesbotransfobia. Através de petição on line, o Movimento Trans conseguiu mobilizar para a importância de colocar a lei no enunciado do evento, sendo esta, a primeira vez em vinte anos, que os transgêneros são o foco principal da parada.

“Lei de identidade de gênero já! Todos juntos contra a transfobia”

Há 46 anos, em junho de 1969, travestis, drag queens, gays e lésbicas presentes no bar Stonewall, em Nova Iorque, deram início aos protestos que marcaram a história do movimento LGBT moderno. 28 anos depois, a cidade de São Paulo realizou a primeira Parada LGBT, que em 2016 completa 20 anos.

De lá para cá, muitas lutas foram travadas, avanços aconteceram e o mundo em que vivemos hoje é um reflexo da maior visibilidade que as Paradas de S. Paulo e do Brasil proporcionaram. A existência de alguns direitos que nem poderiam ser imaginados de acontecer no passado, hoje são possíveis devido à coragem e ao ativismo persistente que o movimento LGBT, com todas as suas diferenças, conseguiu conquistar.

Há ainda, um segmento cujas demandas carecem de atenção, de respeito e de mais proteção das leis: o segmento Trans (travestis, transexuais, transgêneros). Muito embora seja o segmento que historicamente tenha maior visibilidade, é, também, segmento que sofre um maior número de violências.

A Associação da Parada LGBT (do Orgulho LGBT) de S. Paulo, responsável por organizar o evento na cidade, busca dar visibilidade e incluir esse segmento em suas lutas, seja através da Coordenadoria de Trans ou de ações como a “Blitz Trans”. Mas o que foi feito ainda é insuficiente.

A Associação da Parada de São Paulo agradece a participação de todo o coletivo de militantes e ativistas que ajudaram a construir o tema de 2016 e reforça o chamado para que todos os que participaram dos dois dias de debates, principalmente os homens e mulheres trans, travestis e transgêneros, ajudem a construir a Parada do Orgulho que todos queremos. “Que em 2016 todas e todos se unam na luta contra a transfobia”, enfatiza a Associação.

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