Em 2008, o Brasil passou a oferecer o processo transexualizador no Sistema Único de Saúde (SUS), e de lá pra cá, o número de procedimentos cresceu mais de 3000%, partindo de 101 para 3157 em 2014. No total, foram realizados 9867 procedimentos.

O SUS oferece acesso às cirurgias de redesignação sexual (operação nos genitais masculinos), mastectomia (retirada de mama), histerectomia (retirada de útero), plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e tireoplastia (extensão das pregas vocais para mudança da voz), além de terapia hormonal.

Esses procedimentos são realizados no Hospital das Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, HC de Goiânia, da Universidade Federal de Goiás,  HC de Recife, da Universidade Federal de Pernambuco, HC da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e no Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

A realização do processo transexualizador depende, inicialmente, de avaliação e acompanhamento ambulatorial com equipe multiprofissional, que inclui consulta com psicólogos, por exemplo. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, os repasses para o custeio dos procedimentos para a pasta cresceu 832,5%, chegando a R$ 154,8 mil.

Até 1997, cirurgias de mudança de sexo eram proibidas no Brasil. Pessoas que desejassem passar pela mesma eram obrigadas a recorrer a clínicas clandestinas ou, mais frequentemente, a médicos no exterior.

Veja também: A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE NOME PARA TRAVESTIS E TRANSEXUAIS

O Brasil é um dos únicos países do mundo que oferece tais procedimentos pelo sistema público de saúde. Para o (a) usuário (a) ter acesso aos procedimentos ambulatoriais é preciso ter no mínimo 18 anos, e 21 anos para realizar as as cirurgias, além disso, após o processo cirúrgico o (a) paciente recebe um acompanhamento de um ano com a equipe.

Outros termos para o processo

Outros termos utilizados para definir especificamente o processo de mudança de sexo são cirurgia de redesignação de gênero, cirurgia de reconstrução sexual, cirurgia de reconstrução genital, cirurgia de confirmação de gênero e, mais recentemente, cirurgia de afirmação de sexo.

Os termos comumente usados – “mudança de sexo” ou “operação sexual” -são considerados imprecisos. Os termos genitoplastia de feminilização e genitoplastia de masculinização são mais usados pela área médica em alguns países.

Para as mulheres transexuais (MtF — Male to Female, de homem para mulher, em inglês), a cirurgia de redesignação sexual envolve essencialmente a reconstrução dos genitais (embora outros procedimentos possam ocorrer; em muitos casos, algumas mulheres transexuais decidem não se submeter à cirurgia de redesignação genital), enquanto que nos homens transexuais (FtM — Female to Male, de Mulher para Homem, em inglês) ela compreende um conjunto de cirurgias, incluindo remoção dos seios, reconstrução dos genitais e lipoaspiração.

A retirada dos seios é usualmente o único procedimento que eles se submetem, além da histerectomia, principalmente porque as técnicas atuais de reconstrução genital para homens transexuais ainda não criam genitais com uma qualidade estética e funcional satisfatória.

Muitos optam por fazer uma faloplastia com médicos renomados do exterior. Para mulheres transexuais, a cirurgia de feminilização facial e o aumento de seios são passos do processo de redesignação sexual.

Com informações do Guia Gay BH

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