A organização Stonewall divulgou seu ranking anual apontando que o Serviços Secretos Ingleses, o MI5, é o empregador mais gay-friendly do Reino Unido. “A diversidade é crucial para a MI5, não só porque devemos representar as várias comunidades que servimos, mas também porque assim aproveitamos o potencial das pessoas mais talentosas no mercado — sejam elas como forem”, explica Andrew Parker, diretor-geral da MI5.

A agência britânica especializada em proteger o país de todas as ameaças já faz parte deste ranking desde 2012 e ocupava o 7º lugar no ano passado. Este ano, em 100 lugares, a MI5 ficou em 1º lugar devido ao “crescente compromisso para com o aumento da diversidade”, pelo apoio a eventos relacionados com assuntos LGBTs e por partilhar ideias neste campo com a MI6, também agência de serviços secretos, aponta o Telegraph.

Mas nem sempre foi assim. Há pouco mais de 25 anos, os homossexuais não se podiam candidatar a um lugar na MI5. “Este prémio da Stonewall é um grande reconhecimento do progresso constante que temos feito nestes últimos anos no sentido de assegurar que conseguimos aproveitar o mais diverso conjunto possível de talentos”, enfatiza Parker.

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Ainda na lista de locais gay-friendly para trabalhar, em 2º lugar ficou o Lloyds Banking e em 3º lugar ficou a National Assembly for Wales. Para chegar ao top 100, a Stonewall analisou mais de 400 empresas segundo vários critérios: a política de emprego, as condições de admissão e forma como lidam com pessoas de diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, quantidade de LGBTs assumidos, entre outros. “As pessoas são mais produtivas no trabalho quando podem ser elas próprias”, esclarece a chefe executiva da Stonewall, Ruth Hunt.

O topo da MI5 na tabela, como gay-friendly, também se deveu à própria organização que os distinguiu. Em 2008, a MI5 teve formação da Stonewall para ajudar os espiões a serem mais inclusivos. Ruth Hunt, uma das principais responsáveis da Stonewall, defende que os benefícios vão muito além da comunidade arco-íris. “Estas empresas não estão só melhorando a vida das pessoas do staff, mas também dos clientes LGBTs”.

Com informações do Observador

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