A cantora e compositora Tays Villaca iniciou seu ousado projeto de música independente, trazendo um resgate da música afro em uma leitura atual, com uma mensagem de resistência e empoderamento da mulher negra. “Eu tento emponderar minhas irmãs também. Tanto da forma estética como da aceitação das nossas raízes a partir da musica afro, das nossas matrizes africanas, do candomblé, da umbanda”.

Por não encontrar uma abertura ao seu estilo de música afro de raiz no cenário de sua cidade, e cansada de tocar apenas o que as pessoas consumiam: a opção branca entre a MPB e o Rock; ela resolveu montar uma banda onde tocasse exatamente o que queria, e nessa procura por integrantes, ela resolveu ir por um caminho inusitado. Sua banda consistiria nela, e em todas as possibilidade que se abririam para essa experiência. E o resultado foi a incrível Banda de Uma Preta Só.

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“Eu quero que as pessoas aprendam a respeitar e reconhecer seus antepassados, que aprendam a apreciar esse tipo de som. Que se desconstruam! É um processo difícil, mas a música é uma das melhores formas de entendimento”, enfatiza a cantora. Com um repertório de músicas afro, com influência da umbanda e de artistas negros como Elza Soares, Ellen Oleria, Nana Vasconcelos, além de musicas autorais, Tays tentar abrir espaço no cena musical predominantemente branca.

“As pessoas têm se identificando, estão vindo perguntar, estão compartilhando, e eu estou feliz”, diz a cantora que busca abordar todo o caráter de resistência da cultura afro. “Ainda estamos no início de uma grande luta, tem muita coisa errada acontecendo, rola também uma grande apropriação cultural nesse movimento todo, tem gente que se apega apenas ao estético e esquece de ouvir a mensagem por trás, mas isso nós negros já sofremos com isso há décadas”.

Assista a um dos vídeos da Banda de Uma Preta Só, e acompanhe as novidades pela sua página no facebook.

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