No último domingo (14) foi comemorado nos Estados Unidos o Valentine’s Day (dia dos namorados), e a Adidas apresentou a peça publicitária intitulada: “O amor que recebes é equivalente ao amor que dás”, onde aparecem duas mulheres, uma de frente para a outra, indicando um momento de beijo. A cena mostra apenas as pernas das moças, mas foi o suficiente para surgir comentários lesbofóbicos, que logo foram respondidos pela marca.

Sem perder o bom humor, a Adidas respondeu alguns comentários dos insatisfeitos no Instagram da marca. “Vergonha de você, Adidas. Estou indo para a Nike agora”, escreveu um consumidor, que teve como resposta os sinais de “tchau” e “beijo”.

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“O dia de hoje é para menino e menina, quando eles são um casal. Não para lésbicas. Adidas estúpida”, comentou outro usuário. Em resposa, a marca retrucou: “Não, o dia de hoje é para o amor. Feliz dia dos namorados”.

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A fotografia já tem mais de 160 mil likes e mais de 66 mil comentários. A campanha e as respostas contundentes da empresa causaram boa impressão entre internautas, na manhã desta segunda-feira (15). A Adidas é uma das várias empresas mundo afora que tem apostado no público LGBT e na adoção de um discurso contrário à LGBTfobia.

Em favor dos Direitos LGBTs

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A Adidas é a segunda maior empresa de artigos esportivos do mundo. Mas agiu com grandeza de quem está anos à frente. A partir de agora, os atletas patrocinados pela marca têm garantias contratuais de que eles podem tornar – se assim quiserem – a sexualidade pública. Sejam eles gays, bissexuais ou transexuais.

Segundo a nova cláusula: “A Adidas reconhece e adere aos princípios da diversidade sendo esta uma parte central da filosofia do grupo. Assim, a Adidas garante que este acordo não será nem terminado nem modificado caso o atleta venha a público como um membro da comunidade LGBT”.

A falta de garantias de apoios financeiros e de patrocínios pode ser considerada como primordial para o fato do número de atletas que saem do armário ser tão baixo. A Adidas inicia então uma nova etapa, com maior segurança para seus atletas.

Em diversos países, o rompimento de contratos por orientação sexual é permitido. Nesses casos, a Adidas conseguirá ser um importante intermediário.

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