Walcyr Carrasco e Jorge Fernando estão juntos de novo em mais uma dobradinha caipira que está deixando o telespectador em frente a TV. Difícil a Globo errar numa novela com tema caipira. É bom ver Marco Nanini de volta às novelas depois de um longo período na Grande Família. E ele faz bonito, vai do todo intelectual Professor de Filosofia Pancrácio ao trambiqueiro, mendigo e freira.

O brasileiro quer depois de um dia de trabalho, se divertir com a família, quer uma novela light estilo Êta Mundo Bom! As novelas Cabocla (2004), Sinhá Moça (2006), Paraíso (2009), do horário das seis de Benedito Ruy Barbosa, o craque em fazer novelas caipiras, também foram excelentes com suas histórias.

As figuras carimbadas de Walcyr e Jorginho estão presentes; Elisabeth Savalla, Ary Fontoura, Priscila Fantin e Tarcísio Filho. A história clássica de Carrasco e que sempre dá certo, a moça ingênua, que foi abandonada pela família rica, criada na roça, se apaixona pelo moço rico da cidade, geralmente casado com a vilã. A fórmula é antiga, mais dá certo. Neste caso, é um moço pobre e caipira.

Flávia Alessandra também está bem. A megera tem um comparsa charmoso, outra característica das novelas de Walcyr, que vão tentar de tudo para atrapalhar a vida da heroína da novela. Flávia está muito parecida com sua personagem da novela Alma Gêmea, novela do mesmo autor e diretor. Apesar das semelhanças, há de se dizer que tem outros trejeitos.

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Os protagonistas Sérgio Guizé (Candinho) e Débora Nascimento (Filó) são uma aposta e novidade. Os atores não possuem aquele impacto de protagonistas, mas possuem muito talento e carisma. Os dois são bastante contagiantes, sempre risonhos. O tratamento que Candinho tem com seu “amigo” inseparável o burro Policarpo rende muitas risadas sem falar o estilo “caipirês” das palavras.

Vale destacar também a atuação de Flávio Migliaccio que lembra a série infantil que protagonizou nos anos 70 com Paulo José Shazan, Xerife e Cia. Flávio e Paulo tem estilos circenses, muito literários.

Miguel Rômulo como Quincas também está bem, o ator cresceu bastante na TV e está se saindo um belo galanteador, a caminho de ser protagonista. As cenas em que se declara apaixonado pela personagem de Flávia Alessandra, uma mulher mais velha, mostra o vigor do ator.

A abertura também inovou. Cenas de Candinho aparecem na abertura da novela, mostrando o período de sua vida. A abertura ficou interessante, acompanhada da trilha que casou bem. Outro elemento típico das novelas de época de Walcyr, ter algo da época, e ter uma fábrica, como aconteceu em Chocolate com Pimenta, com a fábrica de chocolates, Alma Gêmea com o roseiral e agora com a fábrica de sabonetes da personagem de Eliane Giardini. Salve, salve as novelas de época e o charme que possuem.

BG-MARCELO-NAVA

 

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