Você já parou pra pensar sobre a questão do preconceito quando o tema a ser discutido é o HIV?

Em Brasília, uma série fotográfica está movimentando a cena artística com o lançamento de “Boa Sorte: um ensaio”, uma proposta onde modelos soropositivos e soronegativos se abraçam nus para deixar claro que o melhor combate ao preconceito é o afeto, o respeito e a informação.

As ações tiveram início através do Projeto Boa Sorte que propõe uma série de medidas informativas, além de programas de acolhimento a quem vive ou convive com HIV. O idealizador, Gabriel Estrëla, buscou apoios e parcerias com grupos de Brasília para que o “Boa Sorte” ganhasse força. A parceria que deu nome ao ensaio fotográfico foi possível graças à participação do fotógrafo Daniel Fama e da Cia. Fábrica que Teatro. Juntos, Daniel e os produtores da Fábrica, Josuel Junior e Tássia Aguiar, recrutaram e produziram fotos com voluntários que se despiram em estúdio para sessões de abraços cheios de cores.

Cada modelo inscrito deveria responder à duas perguntas: Que abraço te dá sorte? e “Que cor ele irradia?” As respostas foram contabilizadas e a formação das duplas compatíveis foi feita através das cores indicadas na ficha, ou seja… ninguém sabia com quem iria posar. A surpresa se manteve até a entrada no estúdio, o que deu um caráter mais espontâneo às fotos. No “elenco”, produtores, artistas, professores, policiais e até famílias inteiras de Brasília.

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Que o ensaio causaria uma certa curiosidade, a produção já sabia, porém, a surpresa maior ficou por conta da grande repercussão que as fotos tiveram em todo território nacional, inclusive com matérias divulgadas em Portugal. As imagens transmitem o que há de mais singelo numa ação simples de um abraço… mas um abraço que pode mudar opiniões, eliminar preconceitos e propor à sociedade uma reflexão a respeito dos mitos por trás do HIV.

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