No final do mês de fevereiro, Berlim recebeu o segundo centro para pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) refugiados na Alemanha, com estrutura para acolher mais de 120 pessoas.

O anunciou foi realizado por Marcel de Groot, que dirige a associaçção LGBT, Schwulenberatung. O acolhimento será no edifício de quatro andares no leste da capital alemã, onde 29 apartamentos vão receber 122 refugiados LGBT. Um centro semelhante foi inaugurado em 1º de fevereiro em Nuremberg, no Sul do país e foi o primeiro do gênero na Alemanha.

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Muitos dos pedidos de asilo vêm de países onde sua orientação sexual ou identidade de gênero é considerada um crime, lembrou Groot, em coletiva de imprensa, lamentando que uma vez na Alemanha eles continuem a ser vítimas de violência, verbal ou física, de ameaças e de discriminação por parte de outros refugiados e, por vezes, do pessoal de segurança.

Groot insistiu na “necessidade” de criação do centro para que “as pessoas possam viver sem temer a violência ou a discriminação. “Alguns são ‘apenas’ insultados, outros são ameaçados. Há muitos exemplos. O medo é insuportável. Eu sei, eu vivi isso”, disse Mahmoud Hassino, um jornalista sírio e ativista LGBT que fugiu da Síria em 2014 e trabalha agora na Schwulenberatung

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