No último domingo (29) aconteceu em São Paulo a 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT(T), uma grande festa (sim, porque não?) que celebra as conquistas do mundo Gay (lésbico, bissexual, travesti, transexual…) a qual conhecemos e acarinhamos pelo nome de Parada Gay.

A parada, ao contrário do que muitos pensam (ou possa parecer), também é local de protestos e da incansável luta pela aceitação social e concessão de direitos. Todo ano o foco de grande parte da mídia recai sobre “promiscuidade” (aiai… é cada corpinho nessa parada) e sobre os protestos de cunho religioso (cristãos em geral), e é dessa segunda parte, em especial, que venho lhes falar (ih, assunto “sérião” hoje galera).

A transexual Viviany Beleboni, de 27 anos, (aquela que foi literalmente crucificada na edição passada do evento) repetiu a dose e subiu em um dos 17 trios elétricos presentes na parada com uma fantasia relacionada à religião, e justiça, em protesto especial a bancada evangélica, que na maioria das vezes travam as leis, como a sonhada criminalização da homofobia, ou pior: instigam o ódio e exclusão da comunidade LGBT.

Como se fosse novidade, o que acontece, mais uma vez, é que a “galera das igrejas” cai matando. Se sentem ofendidos por serem “lembrados” no evento, sentem-se discriminados (cuidado galera, diferente da homofobia, discriminação religiosa é crime), a tal da “cristofobia”, claramente são as vítimas (opa!?). Será que é tão difícil ver e entender qual lado está (mais) errado, quem começou, ou quem realmente sofre com tal situação? Quem é alvo de chacotas, quem é desprovido de direitos, quem é espancado e morto nas esquinas?

O que é realmente importante que todos entendam é que quando alguém faz um protesto de caráter religioso, não é sua religião que estão atacando, mas os seguidores cegos e extremistas dela, que escolhem a dedo um preceito de milhares de anos atrás, o distorce, e o usa como base para amparar e justificar seu próprio preconceito.

Veja também: #SEMMOLDURA: ESTUDANTES DE BH CRIAM CAMPANHA CONTRA A LGBTFOBIA

Todos, em geral, temos preconceitos, sobre diferentes questões. Lá no fundo há aquele pré-julgar, sem fundamentos ou conhecimento de causa (que é péssimo). O que pessoas sensatas fazem é reprimir isso, e viver uma vida de compreensão, aceitação e amor (sim, menos discurso de ódio e muito mais amor), e isso tudo me lembra muito os preceitos básicos do cristianismo (que engraçado né!?), básicos mesmo, tipo aquela frase (mandamento) “amar ao próximo como a ti mesmo” e não a entrelinha distorcida de um capítulo qualquer do ultrapassado livro de Gênesis. Pensem a respeito (POR FAVOR!!).

BG-ADRIANO-FREITAS

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