Ao ser questionado sobre a nova lei que permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, respondeu retoricamente que fez seu juramento com a mão na Constituição, não no Evangelho.

“A atitude negativa de parte da hierarquia e de parte do mundo católico era obviamente esperada. Eu sou católico, mas faço política como laico. Jurei sobre a Constituição, não sobre o Evangelho”, declarou Renzi, em entrevista ao programa “Porta a Porta”, principal talk show de política do país.

O primeiro-ministro ressaltou que respeita quem não concorda com ele, mas afirmou que governa para as pessoas. Na quinta-feira, 12, o “Avvenire”, maior jornal católico da Itália, publicou um editorial pedindo para os que são contra a lei da união civil gay “resistirem” e barrarem novas concessões aos homossexuais, como a possibilidade de adoção e a equiparação ao casamento, itens que foram sacrificados para que o projeto pudesse ser aprovado.

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Em recente pesquisa realizada pelo instituto IPR Marketing mostrou que 60% dos italianos são favoráveis ao projeto de lei aprovado na última semana pela Câmara dos Deputados local que legaliza a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

O estudo mostra que a popularidade do primeiro-ministro Matteo Renzi não deve ser tão abalada como muitas pessoas acreditavam no país, já que ele foi um dos maiores defensores do projeto.

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