Depois de longos seis anos do primeiro Alice (no País das Maravilhas), a sequência chegará aos cinemas no final deste mês. Alice Através do Espelho tem a direção de James Bobin, e por meio da metáfora do jogo de xadrez, fala sobre a inexorabilidade do tempo e a impossibilidade de reviver o passado ou alterar o futuro.

A produtora do filme, Suzanne Todd diz que a demora se deu porque “ninguém esperava que o primeiro filme gerasse tanto lucro”, disse em entrevista ao UOL“Parecia louco, naquele momento [2010], que isso acontecesse em um filme sobre empoderamento feminino. Lucrar US$ 1 bilhão? Ficamos chocados. E Tim [Burton] disse que não queria fazer outro filme porque é um tipo de longa muito difícil de fazer”.

“Alice Através do Espelho” levou três anos para ficar pronto, tempo considerado muito longo, visto que a média das grandes produções é de um ano. “Em um filme com computação gráfica você passa muito tempo construindo as coisas no computador. Enquanto você está filmando, você também está constantemente preparando material. Este filme levou três anos de trabalho, todo dia, três horas de revisão de efeitos especiais, revisão de mixagem de som, trilha sonora, que foi gravada nos estúdios da Abbey Road em Londres”, explica Suzanne.

O país das maravilhas de Carroll

Há inúmeras teorias sobre o universo do escritor britânico Lewis Carroll, uma constante é a de que as histórias que envolvem Alice sejam viagens de ácido do autor, e é essa ambiguidade que será mantida no filme, afirma o diretor James Bobin, que ainda chama atenção para o caráter feminista da personagem.

“A Alice é uma nova geração no tempo. Se você pensar sobre o nascimento da verdadeira Alice, que foi em 1850, ela cresceu na mesma década que a sufragista Emmeline Pankhurst. Eu vejo paralelos entre elas. E eu acho que Lewis Carroll reconhecia essas características nela. Então, no filme a Alice é muito consciente de que ela pode fazer o que ela quiser, e não o que a sociedade espera que ela faça”, esclarece Bobin.

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O diretor ainda descreve a obra de Carroll como uma narrativa de comédia. “Eu sempre vi Lewis Carroll do ponto de vista da comédia, porque para mim para mim ele é um autor de comédia satírica. E ele é o pioneiro desse tipo de humor inglês que originou coisas como Monty Phyton. E é essa característica dele que quis imprimir ao filme.”

Em “Alice Através do Espelho”, Johnny Depp, Anne Hathaway, Mia Wasikowska e Helena Bonham Carter retornam ao elenco, enquanto Tim Burton atua como produtor executivo. Entre os novos personagens estão o pai do chapeleiro Zanik Hightopp (Rhys Ifans) e o Tempo (Sacha Baron Cohen), uma criatura que é parte humano, parte relógio.

Assista ao trailer de Alice Através do Espelho:

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