Se você, como eu, ama música, ama filmes, e também ama as duas coisas juntas, certamente vai morrer de amores para a lista a seguir, que reúne alguns dos melhores musicais do cinema de todos os tempos.

Dos anos 30 aos dias de hoje aqui estão listadas oito obras do cinema, onde a música da o tom e conta a história sem deixar nada a desejar pra qualquer roteiro de Hollywood ou peça da Broadway, até por que em sua maioria são frutos de uma feliz parceria desses dois lugares.

Chicago (2002)

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Nada melhor do que começar com um campeão. Sucesso absoluto na Broadway e não diferente nas telonas, Chicago é um filme de 2002, vencedor de 6 prêmios Oscar, dentre eles o de melhor filme, sendo um dos poucos musicais no mundo a levar essa estatueta, símbolo máximo de reconhecimento.

O Sucesso de Chicago é apenas justo. Canções de duplo sentido, um bom jazz, grande elenco, figurinos maravilhosos, fotografia e arte impecáveis em um roteiro rico e divertido, capaz de nos fazer rir e mergulhar nos cabarés dos anos 20 vibrando com a vida carcerária de Roxie Hart (Renée Zellweger) e Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones) enquanto disputam seus 15 minutos de fama numa Chicago com os valores absolutamente inversos e ao mesmo tempo não distantes do real, onde o mundo do crime é entretenimento e o sucesso deve vir a qualquer custo.

O Mágico de Oz (1939)

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Não é por estar “além do arco-íris” que um clássico como esse ficaria de fora. Cheia de doçura e canto lírico a aventura de Dorothy (Judy Garland) e seus amigos por um mundo encantado, no melhor estilo Alice no país das maravilhas, é tema obrigatório de um bom amante dos musicais. A filmagem cinematográfica de 1939 deste clássico da literatura é um dos primeiros filmes usando a técnica do “technicolor” que trouxe cores para os filmes, anteriormente em preto e branco. Em Oz o “nosso mundo” é preto e branco, no máximo com alguns tons de marrom, mas o mundo de Oz é colorido, de uma maneira que o cinema jamais havia visto, sendo um cromatismo indispensável, visto que lá até a bruxa é verde.

Moulin Rouge!: Amor em Vermelho (2001)

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Moulin Rouge é um pouco diferente do costumamos ver nos musicais, não possui trilha sonora original. As músicas cantadas, que ajudam a contar a história, não foram compostas com esse propósito, são fruto de uma seleção de canções de diversos artistas como David Bowie, Madonna, U2, Beatles, dispostas integralmente ou em medleys, e cantadas pelo elenco do longa.

O filme conta a história de amor do jovem poeta Christian (Ewan McGregor) pela cortesã Satine (Nicole Kidman). Tudo acontece em uma espécie de bordel, chamado Moulin Rouge, na Paris do Século XIX. O visual de Moulin Rouge é uma atração à parte, figurinos e cenários maravilhosos o fazem artístico e inusitado. Músicas que você conhece, de roupagem nova e em meio a um mundo deslumbrantemente novo, fazem você se sentir “como uma virgem”.

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Flett (2007)

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Em 2007 o diretor Tim Burtom apresentou ao mundo sua versão do famoso, e homônimo, musical da Broadway. Sendo bastante fiel ao original e abusando da atmosfera sombria que o diretor adora e a história pede, temos uma grande obra cinematográfica, digna de contar a incrível história de vingança de Sweeney (Johnny Depp) um barbeiro injustiçado e Mrs. Lovett (Helena B. Carter) sua apaixonada cúmplice e dona das “piores tortas de Londres” no século XIX. A parceria transforma sua loja de tortas, largada as moscas, na mais requisitada da Rua Flett, através de uma simples substituição de ingredientes.

As letras e melodias são de autoria de Stephen Sondheim, um dos maiores nomes no ramo de musicais. São composições extremamente ricas, tanto harmonicamente quanto em relação às letras, não havendo sequer a necessidade de diálogos adicionais na trama, pois as músicas contam a história integralmente, fazendo jus ao título de musical.

Hairspray – Em Busca da Fama (2007)

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Ambientada em um colégio e nos bastidores de um show televisivo, com uma protagonista gordinha e em uma sociedade que discrimina negros, Hairspray não podia falar de outra coisa se não de bullying. De maneira leve e divertida o filme toca no assunto enquanto te leva a uma cidade americana, nos anos 60, onde a febre entre os adolescentes era participar de um programa televisivo de dança. Um destaque do musical é a ótima atuação de John Travolta no papel da mãe (sim, da mãe) da protagonista Tracy Turnblad (Nikki Blonsky) ambas “fofíssimas”. Em Hairspray não há cabelos despenteados ou alguém que não seja capaz de dançar, basta se aceitar e ter paixão pelo que faz, então basta “ouvir os sinos”.

A noviça rebelde (1965)

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A Noviça Rebelde é um verdadeiro clássico dentre os musicais que ultrapassa gerações e é capaz de cativar fãs no mundo todo ainda nos dias de hoje, mais de 50 anos após seu lançamento.

Com o título original The Sound Of Music (O som da música), bem diferente do utilizado no Brasil, o filme musical lançado em 1965 conta a história da doce Maria (Julie Andrews), uma noviça que interrompe seus estudos em um convento para se tornar governanta de sete irmãos em uma mansão. As crianças são órfãs de mãe e carentes de coisas que Maria certamente tem de sobra, como música e amor.

Caminhos da Floresta (2014)

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Para quem gosta de contos de fadas, esta é a escolha certa. Mais uma grande obra de Stephen Sondheim que sai da Broadway e ganha as telonas. A adaptação fica por conta dos estúdios Walt Disney o que garante uma grande produção, porém, como de costume, cria algo mais leve, que acaba se distanciando um pouco da peça original.

Caminhos da Floresta conta a história de um padeiro que se embrenha na floresta a fim de desfazer um feitiço que amaldiçoa sua família há anos. Ao mesmo tempo conta a história de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e o Pé de feijão… Mistura os grandes contos de fadas em uma louca e incrível trama envolvendo traição, ganância, perdas, dentre diversos fatores que deixam o “felizes para sempre” cada vez mais distante. Como citado anteriormente, a Disney acaba poupando muito da história original, a fim de fazer um filme família e não sujar o nome de suas (intocadas) princesas, mas ainda assim o musical é uma ótima pedida.

Mamma Mia (2008)

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Nessa produção Sophie (Amanda Seyfried) tenta descobrir quem é seu pai, segredo que sua mãe Donna (Meryl Streep) guarda a sete chaves. Sem que sua mãe saiba, Sophie convida para seu casamento os 3 ex “namorados” de Donna acreditando que de cara saberá quem é seu pai, mas isso não é tão simples quanto ela pensa.

O filme de 2008 também deriva de uma peça da Broadway, de mesmo nome. Assim como Moulin Rouge, Mamma Mia também não possui canções originais, sendo composto por um apanhado de canções populares, mas em Mamma Mia o desafio ainda é maior, pois o musical utiliza as músicas de um único cantor, no caso, o grupo musical ABBA. Quem viveu o auge dos anos 70/80 vai ter as canções na ponta da língua, mas quem não viveu (“Mamma Mia, here I go again…”) também.

adriano freitas

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