No dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a data foi criada em homenagem ao primeiro Seminário Nacional de Lésbica (SENALE) ocorrido em 1996, no Rio de Janeiro, pelo Coletivo de Lésbicas do Rio (COLERJ).

Como um dos resultados, a letra L (de “lésbicas”) passou a compor a sigla que designa o conjunto de orientações sexuais, a agora consagrada LGBT. Essa inclusão consolidou um dos primeiros compromissos do movimento para com a pauta lésbica.

Desde então, ativistas de lugares, ideias e ideais vêm se unindo para cada vez mais para falar sobre visibilidade, representatividade e direitos. Muitas pautas discutidas em reuniões e também em marcha permanecem até hoje, mas diferentes pautas e também novas vertentes vem sendo discutidas.

Esse dia lembra uma luta diária contra o machismo. A lesbofobia agride e mata mulheres em todo o Brasil. O 29 de Agosto é importante não apenas pelo seu dia em si, mas por toda a organização realizadas pelas mulheres envolvidas, pela busca de mais informações e por ocupação de espaço e exigência de direitos.

O Relatório Sobre Violência Homofóbica-Lesbofóbica no Brasil, de 2012, mostra que 37,59% das vítimas são lésbicas. A violência lesbofóbica, muitas vezes, é invisível e estas mulheres, em sua maior parte, são vítimas de um machismo extremado, manifestado em violências das mais diversas formas, simbólica, moral, física, institucional, entre outras.

Entre janeiro de 2013 e 31 de março de 2014, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) monitorou a violência contra as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersex (LGBTI) na América. Em seu Registro de Violência contabilizou pelo menos o assassinato de 594 pessoas LGBT, ou percebidas assim, e 176 vítimas de ataques graves, embora não letais. Desse total, 55 foram contra mulheres lésbicas, ou percebidas como tais.

Segundo a OEA, mulheres lésbicas ou identificadas desta forma foram vítimas de “estupro corretivo”, ou estupro para puni-las, com a intenção de “mudar” sua orientação sexual; de espancamentos coletivos por causa de manifestação pública de afeto; de ataques com ácidos; e de entrega forçada a centros que se oferecem para “converter” sua orientação sexual. 

De acordo com a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), no País estima-se que cerca de 6% das vítimas de estupro que procuraram o Disque 100 do governo federal, durante o ano de 2012, eram mulheres lésbicas. E, dentro desta estatística, havia um percentual considerável de denúncias de estupro corretivo. Entre 2012 e 2014, as mulheres lésbicas responderam por 9% de toda a procura pelo serviço (confira o relatório na íntegra).

Por isso, Nós2 através do projeto #NossoAmorExiste resolveu perguntar: qual sua mensagem para este dia de luta, visibilidade, conquista e representatividade? Mande sua mensagem em vídeo através do e-mail contato@nos2.co , as mensagens serão publicadas durante toda a semana enfatizando a luta pela conquista e garantia de direitos.

Ilustração: O Mago Rosa

Related Posts

Comentários

Comentário