No dia 21 de agosto, Cari Ryding publicou em sua página do Facebook uma postagem contando que, ao chegar de viagem com sua esposa, Lauri, encontrou a casa coberta de ovos. A bandeira LGBT, posta em frente à porta em memória às vítimas do ataque a uma boate em Orlando, pouco meses antes, havia sido roubada. Após relatar o ato vandalismo à polícia, o casal recorreu aos vizinhos para questionar se haviam visto alguma movimentação estranha na residência.

O casal sempre se sentiu acolhido pelos vizinhos. Cari contou que, ao longo dos 23 anos em que vive no bairro, “percebeu o quão incríveis eram aquelas pessoas”.

Esta era a primeira vez que um episódio de preconceito como aquele acontecia no ambiente em que elas moram. O caso as deixou chocadas e assustadas, mas a reação dos vizinhos fez com que elas se sentissem acolhidas.

Ao dirigir pela vizinhança, o casal teve um surpresa. Os moradores da região se sensibilizaram com o fato e, em um ato de solidariedade e humanidade, penduraram a bandeira LGBT nas próprias casas.

Elas contam que cerca de 40 residências que já haviam aderido à mobilização até a postagem de Cari no Facebook. “Todos vieram nos apoiar e ao que defendemos – e renovaram nossa fé na capacidade humana de amar e de curar. Nós somos profundamente gratas”, ela escreveu na publicação.

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Um programa local chamado “Rainbow Peace Flag Project”, Projeto Bandeira Arco-Íris da Paz em tradução livre para português, distribui as bandeiras gratuitamente e recebeu dezenas de pedidos no período. Conforme eram entregues, os pendões coloriam as casas, uma a uma, pintando o bairro de sete cores, as cores do arco-íris.

Lauri e Cari haviam se preocupado, a principio, se morar perto desses vizinhos ainda era seguro para elas enquanto mulheres lésbicas. Ao final do dia, descobriram que sim.

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