Se tem uma coisa que NÓS2 adoramos é o cinema gay e LGBT, por vários motivos, porque por muito tempo não éramos representados, e porque conhecer a nossa história é bom demais, não é?!

Por isso sempre estamos colocando indicações de filmes e séries, lembram da lista dos filmes que precisam ser (re)descobertos?! Agora trouxemos uma seleção de  filmes brasileiros com temática LGBT, até porque, o nosso cinema nacional é incrível.

Aproveitem a lista e não esqueçam de deixar a opinião de vocês, e podem mandar sugestões também, aliás, fiquem a vontade e mandem a lista que inspira vocês!

A FESTA DA MENINA MORTA

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Primeiro longa-metragem dirigido por Nachtergaele, lançado em 2008, conta a história de Santinho, que após o suicídio da mãe teve sua mediunidade elevada e recebeu em suas mãos os trapos do vestido da menina desaparecida, que passa a receber uma mensagem dela todos os anos, dando início há uma tradição de décadas.

Um dos meus filmes brasileiros preferidos, ele traz uma atmosfera de deslumbramento e de quebra chega tocando em feridas abertas, como a homossexualidade e a religiosidade, e uma relação incestuosa.

ELVIS E MADONNA

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Dirigido por Marcelo Laffitte, o filme narra a história de um casal inusitado, uma lésbica e uma travesti. Contar muito  mais desse maravilhoso trabalho iria perder um pouco do seu encanto, o que posso garantir a vocês é uma interpretação delicada e dedicada de Igor Cotrim, e um enredo envolvente.

TEUS OLHOS MEUS

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O filme de Caio Sóh é um misto de encantamento e  suspense. Conta a história de Gil, um jovem de 20 anos cheio de sonhos e apaixonado por música e poesia, e mantem um vida boêmia até conhecer Otávio, um produtor que pode mudar sua sorte.

Não vou prometer uma sequencia arrebatadora, nem interpretações grandiosas, o ritmo do filme chega a incomodar no começo, mas é sério, fique firme até o final. Este texto de Sóh é calmo, sincero e traz uma surpresa que vai valer a pena no final.

MADAME SATÃ

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O que falar desse filme que já assisti mil vezes e nunca me canso de assistir?!

Madame Satã é um clássico nacional, que conta a história de uma personagem icônica das noites cariocas. Malandro, artista, ex-presidiário, pai adotivo de sete filhos, negro, pobre e homossexual, esse é João Francisco dos Santos, o artista que dá vida a Madame Satã.

Dirigido por Karim Aïnouz, não tinha como ser diferente, é um soco no estômago a cada cena, é uma vivacidade incrível e a entrega do Lazaro Ramos é de emocionar.

AQUELES DOIS

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Filme um pouco desconhecido, mas maravilhoso, é inspirado no conto de Caio Fernando Abreu. E apresenta Saul e Raul, colegas de trabalho de repartição pública. Saul é tímido e tenta se recuperar de um noivado quase interminável e de uma tentativa de suicídio. Os dois começam a ter uma amizade e logo viram alvo de fofocas dos outros funcionários da repartição.

A produção gaúcha de 1985 foi dirigida por Sérgio Amon e é uma ótima pedida por mostrar o cinema gaúcho tão esquecido e relembrar o trabalho deste escritor marginal maravilhoso que foi perseguido e nunca escondeu sua sexualidade, pelo contrário, já se empoderava dela em plena Ditadura Militar.

FLORES RARAS

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Mais um daqueles trabalhos que dá muito orgulho dos nossos artistas. Dirigido por Bruno Barreto, o filme é baseado no livro Flores Raras e Banalíssimas, de Carmen Oliveira, e conta a história de amor entre a poetisa americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares. É um dos momentos mais grandiosos da carreira de Glória Pires.

DOCE AMIANTO

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Já escrevi um artigo sobre Doce Amianto (aqui) e é um dos grandes acertos do nosso cinema atual, e um dos meus preferidos também. O filme de Guto Parente e Uirá dos Reis apresenta um enredo novo, que permeia o universo trans/drag queen, onde Amianto vive num mundo de fantasia, cheio de delírios e conta com a presença de sua amiga morta e fada madrinha Blanche.

Audacioso, o longa brinca com realidade e ficção todo o tempo, e a teatralidade se faz presente, o que poderia ser arriscado, mas com uma maestria, os diretores conseguem delimitar o tempo e no final, o público tem a entrega de um filme original, sem clichês  ou maneirismo, numa história nada convencional.

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