Isabel e Federica conheceram-se há três anos, quando trabalhavam juntas como missionárias na América do Sul. Elas pediram para que se omitisse seus sobrenomes: “não é vergonha, mas medo do preconceito. Não queremos nos tornar celebridades, apenas viver pacificamente em sociedade e encontrar novos empregos logo”.

Federica, que é italiana, e Isabel, de origem sul-americana, decidiram por não só abandonar o hábito, como deixaram clara a posição de ambas a respeito da opinião costumeira da igreja diante do casamento entre pessoas do mesmo sexo: “Deus quer que as pessoas sejam felizes, que vivam o amor à luz do sol” afirmou Isabel para o jornal italiano La Stampa.

Elas se casaram legalmente na cidade de Pinerolo, próxima a Turim, na Itália. E dizem não terem abandonado a religião, pois não perderam a fé – a identidade de ambas foi mantida em segredo.

Quem realizou simbolicamente a união, de natureza civil, foi também um ex-padre, expulso da igreja por sua posição não ortodoxa. Franco Barbero afirmou que “nem todos na igreja são contra esse casamento”, acrescentando luz sobre a hipocrisia anacrônica da instituição ao revelar que esta “não é a primeira vez que caso duas freiras”.

Esse é o segundo casamento homossexual realizado na cidade desde que, em maio, a Itália legalizou esse a união homoafetiva.

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