Nesta semana conhecemos a história de Suely de Paula, de 49 anos e Francisca Miranda, de 45, que adotaram três filhos de uma mesma mãe. Elas sempre sonharam em ter filhos e já haviam se cadastrado na Vara da Infância e da Juventude para a adoção de uma criança recém-nascida, sem exigência de sexo ou cor, antes do nascimento do filho mais velho, Ronaldo, de 17 anos. Hoje, após quase duas décadas ainda não tiveram resposta do pedido.

Elas são agentes da Polícia Civil do Amapá e conheceram a mãe biológica do Ronaldo por meio da irmã dela, um pouco antes do nascimento do menino. Elas dizem que ficaram sabendo que a mulher procurava alguém para adotar a criança, então se disponibilizaram. A criança foi entregue ao casal horas depois do parto.

20161012_105033_5b35btcO menino foi registrado com o nome de Francisca, no processo legal de adoção na Justiça, sem nenhum impasse durante a ação. “Quando o Ronaldo estava com um ano e dois meses, aprendendo a andar, recebemos uma ligação da mãe biológica dele, que nos disse que ela estava para ter outra criança e não teria condições de criar esta também. Foi quando veio a Francely [15 anos], que é a junção dos nossos nomes Francisca e Suely”, contou Suely de Paula ao G1.

“A nossa vida mudou totalmente. Éramos só nós duas e não tínhamos experiência em cuidar de uma criança. Mudamos toda a nossa rotina para dar prioridade à criação dos nossos filhos. Aprendemos a acordar de madrugada para dar mamadeira, trocar as fraldas, saber o que a criança quer ou está sentindo. Então foi uma grande novidade. Foi o amor que nos deu força. Falar que vai criar é fácil, mas para agir precisar estar predisposto a cuidar”, destacou Francisca.

20161012_105455Quando pensavam que a família estava completa, Francisca e Suely receberam a notícia do nascimento da pequena Franciely, hoje com 9 nove anos. A mãe novamente teria exposto as dificuldades para criar a menina, e, então, o casal adotou a terceira dos irmãos.

Nas três adoções o casal conta que precisou se declarar como “solteiras” para não enfrentar problemas com o processo, e que os filhos conhecem a história da família e de como ela é composta. “Desde quando aprenderam a falar e começaram a ter noção das coisas, contamos a eles quem os gerou, quem os criou. Eles sempre souberam de tudo. Nós aproximamos todos eles da mãe biológica quando ficaram um pouco maior para conhecerem tudo sobre suas histórias”, finalizou Suely.

Este ano, elas comemoram 26 anos de união.

Com informações do G1 / Fotos: Jorge Abreu)

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