De acordo com o jornal Orlando Sentinel, a prefeitura da cidade de Orlando, nos Estados Unidos, realizou um acordo com os proprietários da boate Pulse para transformar o local em um memorial às 49 vítimas do maior ataque a tiros em massa do país, em junho.

A transformações no local deve demorar entre um ano e um ano e meio para acontecer, por conta dos estudos de reestruturação do local, e em respeito às pessoas que visitam o local para prestar homenagens. O presidente Obama já visitou o local, e até a ex-presidenciável Hillary Clinton.

“Há muitas pessoas que estão incluindo a visita ao lugar como parte de suas viagens, de suas experiências em Orlando. Então, acredito que é apropriado deixar as coisas como estão por um tempo entre 12 e 18 meses” afirmou o prefeito da cidade, Buddy Dyer, ao Sentinel.

No dia 12 de junho, Omar Mateen matou 49 pessoas e deixou outras 53 feridas na boate. A Pulse era um ponto de referência na cena LGBT da cidade, e no dia no massacre homofóbico, realizava uma festa festa latina.

Em agosto, o prefeito já havia sinalizado o interesse em comprar o local. “Queremos criar algo em honra à memória das vítimas que morreram e aquelas que foram feridas, em um testemunho da resiliência de nossa comunidade”, destacou Dyer.

O prefeito apontou também que o memorial permitirá ajustar questões de segurança e organização no local, uma vez que a “peregrinação” de pessoas que buscam a boate, fechada desde o ataque, tem causado distúrbios a moradores e comerciantes locais, sobretudo em questões de estacionamento e obstrução de calçadas.

A proprietária da Pulse, Barbara Poma, abriu a boate em 2004, dando a ela este nome em homenagem ao seu irmão John, que morreu após contrair a AIDS em 1991. Barbara foi a primeira pessoa a pedir que o local se tornasse um memorial em homenagem às vítimas.

Foto de capa: Francisco Seco/AP

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