A Câmara Municipal de Curitiba negou em segundo turno o título de utilidade pública para o Grupo Dignidade, uma das mais respeitadas ONGs de direitos LGBT do país, com sede em Curitiba.

A votação retornou à casa para segundo turno nesta segunda-feira (07) e com 18 votos a 10, os vereadores rejeitaram o projeto de autoria da vereadora Professora Josete (PT).

“Lamento que a Câmara, de novo pautada pelo fundamentalismo, rejeite um projeto de declaração de utilidade pública não pela questão legal, mas por uma questão de preconceito, de transfobia, de homofobia. Lamento quem se absteve e votou contra”, disse Josete.

Em 18 anos, esta é a segunda vez que a Câmara Municipal rejeitam um projeto de utilidade pública. A primeira vez se destinava à Associação Paranaense da Parada da Diversidade, rejeitada em votação simbólica no dia 23 de março de 2009, também proposta pela vereadora Professora Josete.

Os vereadores alegaram que deveriam votar contra porque em votação anterior, do plano municipal de educação, decidiram retirar do projeto qualquer referência àquilo que chamam de “ideologia de gênero”(sic).

A autora da proposta tentou argumentar que a atuação do Grupo Dignidade vinculava-se à defesa dos direitos humanos e nada tinha a ver com o plano municipal de educação, mas mesmo assim, foi voto vencido. Em declaração ao portal Bem Paraná, ela se queixou do corporativismo na Casa, “quando um (vereador) amigo pede voto, aí não interessa se pessoas estão sendo excluídas ou não”.

O Grupo Dignidade ainda não se pronunciou a respeito.

Veja como votaram os vereadores:

A favor
Aladim, Bruno Pessuti, Edson do Parolin, Helio Wirbiski, Jairo Marcelino, Jorge Bernardi, Paulo Salamuni, Pedro Paulo, Pier Petruzziello e Professora Josete.

Contra
Aldemir Manfron, Chico do Uberaba, Cristiano Santos, Dirceu Moreira, Dona Lourdes, Felipe Braga Cortes, Geovane Fernandes, Mauro Ignacio, Noemia Rocha, Paulo Rink, Rogério Campos, Tiago Gevert, Tito Zeglin, Toninho da Farmácia e Zé Maria.

Abstenção
Colpani.

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