A Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM) debaterá na quarta-feira (30), às14h30, a situação de mulheres que são mutiladas pelos próprios companheiros.

Dados do Mapa da Violência de 2015 revelam que dos 4.762 assassinatos de mulheres ocorridos no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que, em 33,2% dos casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou pelo ex- parceiro da vítima. As agressões incluem até mutilações.

“São mulheres que têm pés, dedos, orelhas decepados em agressões brutais causadas pelos companheiros”, afirma a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que solicitou a audiência pública.

Para discutir o assunto, foram convidados os ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Saúde, Ricardo Barros; a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Lúcia Pelaes; e o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Pacheco Prates Lamachia.

Também devem participar a representante do escritório da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman; a diretora-executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo; e médica psiquiatra Gislene Cristina Valadares, representante da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Violência contra travestis e transexuais

A violência contra transexuais e travestis no Brasil será tema de outra audiência pública que a comissão realizará na quarta-feira, após o primeiro debate.

A deputada Luizianne Lins (PT-CE), que solicitou a audiência, acredita que o aumento do número de denúncias desse tipo, feitas por meio do Disque 100, deve-se às “opressões históricas contra as identidades do gênero feminino”.

“Mostra disso são os dados oficiais da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, colhidos através do Disque 100 e publicados no ano de 2012, que revelam uma ampliação de 166% de denúncias gerais de violência LGBTfóbica em relação ao ano anterior”, afirma a deputada no pedido para o debate.

Para a reunião, foram convidadas a representante da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil, Tathiane Aquino de Araújo; a professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) Tatiana Lionço; e Melissa Massayury, ativista trans.

As duas audiências serão interativas, permitindo aos cidadãos opinar e fazer perguntas por meio do serviço Alô Senado e pelo Portal e-Cidadania.

Via: Agência do Senado/ Foto de capa: Casa de apoio à mulher vítima de violência, em Brasília (DF) – Agência do Senado

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