Pode parecer estranho, mas a depressão pós-sexo existe e faz com que a pessoa se sinta ao invés do prazer, um sentimento de culpa, angustia, tristeza, melancolia e até irritabilidade. Esta síndrome está presente em homens e mulheres de todas as idades, porém, é mais comum nas mulheres. A depressão pós-sexo também pode ser chamada de disforia pós-sexo ou disforia pós-coito.

De acordo com artigo publicado no “Journal of Sexual Medicine”, uma pesquisa realizada pela Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália, com 240 mulheres, acima de 18 anos e com vida sexual ativa, confirma que 46% dessas já tiveram depressão pós-sexo.

Estudos dizem que a disforia pós-sexo não está associada ao afeto que o homem sente pela mulher ou vice-versa, mas por diversos fatores que interferem e criam barreiras favorecendo o aparecimento deste fenômeno, são eles: abusos sexuais, traumas do passado, religião, educação familiar, contexto social e cultural, insegurança na relação, repressão sexual, timidez, violência e exposição a agentes biológicos; mas também pode estar relacionada a substâncias químicas que são são liberadas pelo sistema imunológico do nosso corpo.

A psicoterapeuta Iracema Teixeira, da Sociedade de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH), confirma que a cada dois homens uma mulher apresenta os sintomas. As informações dadas foram baseadas em consultas realizadas em seu consultório. Ela diz que as mulheres com a síndrome apresentam os sintomas por até um dia após praticar o sexo e algumas ainda dizem sentir dores no corpo.

A confirmação do diagnóstico exige um estudo minucioso que é baseado no histórico da vida do paciente, e como a prática do sexo também é importante, os pesquisadores salientam a importância de observar esses sintomas logo no começo do processo depressivo, e procurar ajudar de um profissional especializado.

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