O estudante Fabrício Almeida, de 18 anos, se viu em uma situação delicada esta semana. Após o namorado ser expulso de casa, não tendo a possibilidade de o acolher em sua família, e desempregado, resolveu criar uma vaquinha on line até conseguirem achar uma solução.

“Nós criamos a campanha a cerca de dois dias, meu namorado estava sem ter pra onde ir, nenhum de nós temos emprego, estamos nos formando no colegial esse ano e tudo isso nos pegou de surpresa, é uma sensação horrível ver a pessoa que você ama nessa situação e você não poder fazer absolutamente nada”, conta.

O casal vive a primeira experiência de ter um relacionamento, e tudo estava seguindo o rumo comum de um amor adolescente, até o pai de Alexandre descobrir que a relação do filho com Fabrício era mais do que amizade, era namoro. “Sempre frequentei a casa dele como se fossemos amigos, eles me adoravam, me tratavam como um filho, saíamos juntos, e tínhamos uma ótima relação, até descobrirem que namoramos. Eles juntaram todas as coisas do Alexandre e jogaram no corredor e pediram pra ele não voltar lá”.

homofobia na família

No momento Alexandre está ficando na casa de amigos e pessoas que se disponibilizaram a ajudar o casal. “Estamos pedindo para que as pessoas ajudem com o que podem, com pequenas quantidades de doações, ofertas de emprego e é realmente o que está acontecendo e estamos extremamente gratos”.

Ele conta que ficou surpreso com a quantidade de pessoas que estão apoiando tanto a campanha, quanto a atitude deles. “É muito gratificante ver pessoas na qual a gente não conhece se comovendo com a situação e nos ajudando, quando seus pais, as pessoas que você mais ama no mundo te colocam pra fora de casa, você começa a desacreditar no mundo, desacreditar de tudo e essas pessoas nos fizeram enxergar que não estamos sozinhos, isso é incrível”.

A mãe de Fabrício aprova a atitude do filho, mas não pode ajudar mais porque seu marido não “aceita” a orientação do enteado. “Minha mãe, minha irmã, todo mundo adora o Alexandre, se dependesse delas ele morava aqui conosco. O grande problema é meu padrasto machista e homofóbico”, conta.

O pedido de Fabrício vem rodando as redes sociais, e a “vaquinha do amor” já arrecadou mais de 500 reais em 48 horas. Os dois procuram emprego no Rio de Janeiro, e também estão aceitando indicações de trabalho e entrevistas de emprego. Saiba como ajudar aqui.

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