Relacionamento abusivo e jogo de poder são o tema central do clipe Sempre fui a mulher de alguém, do cantor carioca Paulo Ho. No filme, ele se confunde com uma série de personagens que fazem uma espécie de gang bang psicológico, e brinca com o fato de nunca ter sido uma “mulher independente”, mas sempre, a mulher de alguém.

No filme tem zentai prateado, sadomasoquismo, mordaças, coleiras, lambeção de bota, drags montadas e desmontadas, boys para todos os gostos e muito close na fantasia.

relacionamento abusivo

Entre as participações especiais, estão as das drags youtubers Lorelay Fox, do canal Para Tudo, e Taty Broisler, do “Bixa melhore”, o youtuber Maicon Santini e as cariocas Ravena Creole e Pandora Yumê, integrantes do coletivo Drag-se TV, que aparecem desmontadas, além dos youtubers Thiago Wollf, Enrique Coimbra e Rdoriog.

“No clipe, quisemos mesmo passar a ideia de me confundir, de me embolar com esses arquétipos que vão surgindo, como se todos fossem variações de mim que acabam engolindo meu parceiro. O roteiro foi baseado em relações abusivas que tive no passado, no jogo de poder entre um casal. Relações que fizeram me sentir com a personalidade roubada”, analisa.

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O ator e youtuber Juan Guimarães, assina a direção, produção e roteiro com Paulo. Sempre fui a mulher de alguém, de sonoridade electro-rock, faz parte do álbum de estreia Ex-companheiro, lançado no ano passado, com produção conjunta de Paulo e de Lucas Vasconcellos.

“Essa foi a primeira letra que escrevi pro disco e mostra como a identidade de alguém pode ser apagada a partir de relacionamentos abusivos. No clipe, eu quis explorar um pouco essa perda de identidade, de como uma relação também pode ser destruída por influências de outros, desfigurando uma troca a dois”, explica Paulo.

O filme dá continuidade à história contada em Guerra de Gorila, primeira faixa do álbum a ganhar clipe, quando o casal se encontra, e faz parte da trilogia que ainda terá uma parte final, com o clipe de Ex-companheiro, ainda sem data de lançamento.

O álbum Ex-companheiro mistura delicadeza e fúria em dez faixas de sonoridade marcante, um disco de ópera pop com influências de rock experimental, música erudita e muitas intervenções eletrônicas. “O disco é o fim de um processo pessoal de fechar um ciclo de relacionamentos. O trabalho é muito mais resultado de evolução e crescimento pessoal do que apenas inquietação artística”, resume.

Assista ao clipe de Sempre fui a mulher de alguém, de Paulo Ho:

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