Em julgamento realizado na tarde desta terça-feira (28), no Fórum de Cleminti Mariani, os acusados de participar do assassinato de José Leonardo da Silva, de 22 anos, durante o Camaforró de 2012, em Camaçari, Miler Muniz Silva Issa (esq. da foto), de 30 anos e Tiago Lopes Santos (dir. da foto), de 29, foram absolvidos pelo juri popular.

Segundo o Marcos Melo, advogado de defesa de Tiago, a falta de provas foi decisiva para a decisão. “O que havia era apenas um reconhecimento precário e ilegal de uma pessoa, inclusive, foi apresentado um vídeo onde três dos acusados inocentam Tiago e Miler”, afirmou o advogado ao portal Bahia No Ar.

O Ministério Público também havia pedido a absolvição de Miler e Tiago, que na época foram conduzidos à 18ª Delegacia Territorial, com mais três homens que ainda aguardam julgamento de recurso.

Os irmãos gêmeos José Leonardo da Silva e José Leandro da Silva, de 22 anos foram agredidos após serem confundidos como um casal gay. Leonardo foi morto a pedradas, e os acusados alegam que não estavam entre os responsáveis pelas agressões.

Eles foram agredidos por andarem abraçados próximo a um evento junino na madrugada de 24 de junho de 2012. Leandro afirmou que não via outra justificativa senão homofobia. “Acho que foi homofobia, achavam que a gente era gay, mas não entendo, éramos gêmeos idênticos, era evidente que éramos irmãos. Eu apenas coloquei a mão em cima do ombro dele! Sempre fomos do bem, honestos, nunca nos envolvemos com nada errado, drogas… Até mesmo na festa, não teve nenhuma confusão, não mexemos com a mulher de ninguém”.

Leonardo era casado e deixou na época, a esposa grávida de quatro meses. Na época do crime, testemunhas apontaram para mais de 8 agressores envolvidos. Para o juiz Ricardo Dias Neto, da 1ª Vara Crime da Comarca de Camaçari, o juri foi o responsável pelo julgamento desta terça-feira. “Nesse caso, coube a mim apenas conduzir a sessão na forma da lei, tentando evitar erros”, disse.

Em 2016, Miler  foi colocado em liberdade provisória depois de ter ficado dois anos em prisão domiciliar para tratamento de depressão, por ter tentado suicídio. Tiago permaneceu preso até novembro de 2016 quando também recebeu a liberdade provisória.

Com informações de Bahia No Ar/ Foto: Lenielson Pita

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