Na manhã de hoje (10), o movimento LGBT do Ceará realizou uma manifestação contra a LGBTfobia e em homenagem à Dandara dos Santos assassinada com crueldade neste início de ano no estado, e Érika Izidório, espancada durante o carnaval.

O protesto organizado pelo Fórum Cearense LGBT e o Grupo de Resistência Asa Branca (Grab), contou com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos Humanos da população LGBT de Fortaleza e reuniu na praça Luiza Távora, na Aldeota, cerca de 250 pessoas.

Manifestação cobra ações afirmativas e permanentes para a vida das pessoas LGBTs. (Foto: Ana Rute/O POVO)

Os representantes do protesto pretendem ser recebidos pelo governador Camilo Santava no Palácio da Abolição para entregar um documento pedindo ações urgentes com o intuito de melhorias para as pessoas LGBT. O ato ainda exige do Estado a apuração do assassinato de Dandara e cobra respostas efetivas e permanentes para o combate à violência LGBTfóbica no Ceará.

No Palácio Abolição de representantes dos poderes e entidades signatárias do Pacto por um Ceará Pacífico assinava o decreto que permite que travestis e transexuais, vítimas de violência doméstica, sejam atendidas nas Delegacias da Mulher do Estado.

O decreto que permite transexuais e travestis a poderem utilizar o nome social nos serviços prestados na estrutura do governo e a inclusão de representantes do movimento LGBT nos Conselhos Comunitários de Defesa Social (CCDS), também foram assinados na reunião.

Veja também: #VisibilidadeTrans: 10 filmes sobre transexualidade

Os manifestantes reforçam a necessidade da implementação de espaços de acolhimento e atendimento jurídico à população LGBT, entre outras iniciativas.

Foto de capa: Ana Rute/O POVO

Related Posts

Comentários

Comentário