Um casal de mulheres registrou uma denuncia de homofobia contra o Museu Paranaense, no Alto São Francisco, em Curitiba, no domingo de Páscoa. Ao entrar no museu, Letícia e Larissa trocaram um beijo e foram repreendidas por um dos seguranças que estavam no local.

“Um guarda se aproximou e disse que ‘se vocês quiserem namorar, tem que ser lá fora, pois tem crianças aqui.’ Ele continuou dizendo: ‘Vocês estão me constrangendo também. Se vocês acham que eu tô errado, a polícia está ali fora’”, conta Letícia.

A denuncia foi feita por Letícia na página do Museu no facebook, e em menos de uma hora a assessoria entrou em contato com ela para se retratar. “Vamos conscientizá-los de modo que este tipo de atitude não persista em nosso museu. Trabalharemos para que na próxima visita você e sua namorada sintam-se acolhidas como tantos outros visitantes do Museu Paranaense”, respondeu.

As duas deixaram o espaço sentindo-se lesadas com as palavras do segurança que não teve seu nome divulgado. “Peço que o museu tome alguma atitude sobre a reação exagerada e o tom desrespeitoso usado com duas visitantes. No mínimo, essa pessoa não está preparada para lidar com os visitantes e precisa urgentemente de um treinamento”, escreveu Letícia.

“Boa tarde, gostaria de registrar uma denúncia de homofobia. O acontecimento foi no dia 16 de abril de 2017, entre 12h e 13h. A minha visita, bem como a da minha namorada, pode ser verificada no livro de assinatura do Museu Paranaense.

Após a entrada no museu, eu e minha namorada trocamos um beijo. Poucos minutos depois, um guarda se aproximou e disse que “se vocês quiserem namorar, tem que ser lá fora, pois tem crianças aqui.” Ele continuou dizendo: “Vocês estão me constrangendo também. Se vocês acham que eu tô errado, a polícia está ali fora”.

Infelizmente, pelo choque com as palavras mal educadas do guarda, saímos do estabelecimento sem pegar o nome dele. Só lembro que ele era alto e careca. Porém, considerando os registros de turno, não creio que seja difícil de identificá-lo.

Peço que o museu tome alguma atitude sobre a reação exagerada e o tom desrespeitoso usado conosco. No mínimo, essa pessoa não está preparada para lidar com os visitantes e precisa urgentemente de um treinamento. Uma denúncia também já foi feita no Sistema de Ouvidoria.

A avaliação em questão é da experiência horrível que tivemos e não da proposta e acervo do museu como um todo.

Aguardo uma resposta.
Obrigada,”

Recentemente, Curitiba virou notícia nacional após um casal gay ter sido agredido com panfletos caluniosos distribuídos na futura vizinha. João Pedro e Bruno Banzato, juntamente com amigos mobilizaram um ato na praça do novo bairro contra a intolerância e a homofobia, que contou com mais de 300 pessoas. Eles também estiveram no programa Encontro, onde além de contar sobre o acontecido, falaram da importância e necessidade de ter uma lei que criminalize a homofobia.

Assista à participação de João e Bruno, no programa Encontro:

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